quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Dias 3-7: Santo Ângelo (RS) - São Miguel das Missões (RS) - Santa Maria (RS) - São Borja (RS)

Originalmente, pensava em deslocar-me Florianópolis - saída às 20:00 do dia 2 de junho, rumo ao município de Chapecó (SC). No entanto, alguns contratempos forçaram-me a modificar o roteiro, pois imaginava seguir para Santo Ângelo (noroeste do Rio Grande do Sul), proveniente de Chapecó. Efeito colateral: tive de alterar completamente meu cronograma no dia, dado o trânsito caótico em Florianópolis e o fato do ônibus direto para Santo Ãngelo sair da rodoviária às 19:00 (Reunidas, 110 reais).
Cheguei 8 minutos antes do horário e... ele ficou parado mais de 1 hora por problemas mecânicos! hahahahah é rir pra não chorar!

Na manhã do dia 3, cá estava em Santo Ângelo, com pouco tempo para manter-me na cidade, pois o objetivo principal era a vizinha São Miguel das Missões... Os horários de bus entre as duas cidades eram um tanto quanto escassos e perder um ônibus poderia ser a senha para pernoitar em Santo Ângelo sem qualquer necessidade.

Santo Ângelo é pequena, sem grandes atrativos, mas com alguns prédios históricos bem conservados ao redor da praça central. Destacam-se o prédio utilizado atualmente pela prefeitura (mesmo prédio em que podemos encontrar informações turísticas), além do museu da cidade, com diversas peças contando um pouco das histórias missioneira e pós-missioneira, e da imponente Catedral Ângelopolitana, muito bonita por sinal.



Se a rápida visita parasse por aí, já me daria por satisfeito, uma vez que a intenção era utilizar Santo Ângelo como base para chegar em São Miguel. Não obstante, descobri que Santo Ângelo tinha papel de destaque em outro momento histórico, bem menos religioso: era a cidade-base da "Coluna Prestes", movimento político do final da década de 1920, fundado no seio do tenentismo, liderado por Luis Carlos Prestes, cujas reivindicações centravam-se (principalmente) na crítica à "República Velha" e ao status quo então vigente. Sem mais delongas, continuemos...

Num ponto mais afastado do centro, pode-se observar uma obra de Niemeyer em homenagem à Coluna. É até legal, mas se você tem pouco tempo na cidade (ou quer percorrê-la caminhando, como foi o meu caso), pense duas vezes antes de ir.
Dê prioridade para outros locais que lembram a Coluna, como o museu instalado na antiga estação de trem da cidade, numa área central e acessível.



Santo Ângelo pode não ser tão atrativa para pernoitar, mas é válido passear por algumas horas. Até comer é bem barato: arrumei um "pf" numa praça próxima do museu da "Coluna Prestes" por 5 reais. E não achei ruim!

Saí da cidade às 15:30, chegando em São Miguel das Missões por volta das 17:00. Algumas considerações iniciais sobre São Miguel: 1. Excluíndo o fato de ser a cidade das ruínas jesuíticas mais conservadas do Brasil, a cidade não tem absolutamente nada para fazer! 2. Com relação às missões, são 2 os eventos para contemplar: a)
as ruínas, lógico; b) o show de Som e Luz, à noite. 3. Se você optar por
acompanhar o espetáculo de Som e Luz, será obrigado a pernoitar na cidade (exceto se estiver de carro, o que não era o meu caso), uma vez que não existem ônibus ligando São Miguel e Santo Ângelo na parte da noite.

Bom! Após abrir esse parêntese, voltemos ao relato!

Como já tinha dormido "em trânsito" na noite anterior, queria pernoitar em algum lugar que não fosse um veículo em movimento. Mas São Miguel não é uma cidade com muitas opções de hospedagem. Eu já conhecia pela internet o HI Missões e, apesar de ser um tanto quanto caro (39 reais), fiquei por lá mesmo. Foi o melhor albergue
da viagem toda, com certeza.



"Olha esse visual"

Uma vez hospedado, fui ao sítio arqueológico de São Miguel assistir ao show de Som
e Luz. Custa 5 reais (2,50 para estudantes), mas eu não paguei nada (não me cobraram, entrei e ficou por isso mesmo). Gostei do show, menos pela luz e mais pelo "som"... na verdade, a narração da história das missões jesuíticas. Não é muito longo (cerca de 50 minutos) e não dá para encher o saco.

Dia 4 de junho iniciava-se com a visita nas ruínas (5 reais para entrar, 2.50 meia entrada; dessa vez, paguei!). Pode-se iniciar a visita pelo museu que existe no sítio, com peças sacras encontradas no local. Mas o principal atrativo é o que restou da igreja missioneira: basicamente, a fachada e as paredes da igreja. É o suficiente para ficar maravilhado e surpreso com o fato de tal empresa ser executada pelas mãos humanas em pleno fim de século XVII - início do século XVIII. E, mais absurdo ainda, imaginar que tenha sido relegado ao esquecimento total durante séculos.



Após comprar algumas lembranças, voltei para Santo Ângelo e, de lá, rumei para Santa Maria, cidade onde encontraria minha amiga Júlia. Não foi uma viagem turística (é só puxar nos arquivos para saber o que tem na cidade)... Basta dizer que fiquei dias 4, 5 e 6 em Santa Maria e todos os momentos foram importantes para mim (no geral,
extremamente divertidos). Como Santa Maria é contramão para quem quer fazer o caminho das missões, certamente tais dicas não seriam tão importantes assim.

O ônibus bastante digno (e confortável, Júlia!!!!) que me levaria às 17:30 de Santa Maria para São Borja (Expresso São Pedro, 48 reais), demorou menos tempo para chegar do que o previsto: das cerca de 5 horas iniciais, para 4 horas. Sendo assim, tinha mais tempo para procurar um hotel. Da rodoviária para o centro não é muito longe
(no máximo, uns 3 kms), mas como eu não conhecia nada e era de noite, preferi pegar um coletivo em frente ao terminal rodoviário.

Após cerca de 30 minutos de procura incessante pelas ruas desertas de São Borja, cheguei ao Hotel Executivo, próximo do Museu João Goulart e da praça principal
da cidade. Paguei 35 reais (café da manhã incluso), o que achei bem digno para o momento, mas poderia ter pechinchado uns 5 reais de desconto... O atendimento foi bom. Gostei!

Não tinha muito mais o que fazer além de comer alguma coisa (o que no caso foi um lanche preparado pela mãe da Júlia - me salvou aquele lanche!...) e procurar o que ver na televisão. Deus salve a Fórmula Indy na madruga!

Acordei bem cedo no domingo (7), direto para o cemitério da cidade. Os grandes atrativos são os túmulos das famílias Vargas e Goulart, esse em especial pelo fato de conter os restos mortais de Leonel Brizola e João Goulart. Como o cemitério fica na área central da cidade (que não é tão grande) era razoavelmente rápido fazer o trajeto hotel-cemitério.



No geral, os principais pontos turísticos da cidade eram localizados na praça principal, ou em ruas próximas. Uma manhã era o suficiente para conhecer tudo: o mausoléu de Getúlio Vargas, a prefeitura, o balcão de informações turísticas e a Igreja Matriz, com o marco jesuítico de fundação da cidade, o museu João Goulart
(local que foi residência de Jango e que, infelizmente, estava fechado para obras) e o Museu em homenagem a Getúlio Vargas (fechado aos domingos mas, mesmo assim, passível de ser aberto para visitação caso a pessoa - ou grupo - seja de fora da cidade). A abertura para turistas interessados era feito mediante ligação para a um senhora que coordena o Museu (desconsiderando uma certa frieza, gente boa até).

Percebi na cidade alguns grupos de turistas, provavelmente circulando pela "Rota das Missões". Mesmo assim, São Borja não perde o ar pacato de uma cidade do interior... com exceção de uns coroas ranzinzas, mostrou ter um povo bastante solícito e simpático para com os forasteiros.

Dei baixa no hotel e fui para a Rodoviária (desta vez, "caminando por las calles"), de onde parti para Posadas. Na aduana, tranquilidade (incomum até) para atravessar e preencher a papelada. Deu tempo até para trocar reais por pesos (e a cotação estava boa... Enfim, às 13:30 do dia 7 de junho, estava na Argentina.


Gastos (em Reais):

Dias/Noites (5/5)

Transporte Interurbano 248,49
Transporte Municipal 7,80
Alimentação 23,40
Hospedagem 74,00
Noitada 29,00
Turismo 12,00
outros 9,00

Total 403,69
Média 80,74

terça-feira, 2 de junho de 2009

Parada em Florianópolis... agora para viajar de vez!

Nos dias 1 e 2 de Junho, ficarei em Florianópolis para participar de uma reunião do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSP - UFSC), no qual estou inserido, além de organizar a bagagem para iniciar a viagem de forma definitiva.

Sairei de Florianópolis em direção ao Oeste às 20h00 do dia 2 de Junho. Meu próximo post já será no caminho.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia 2: Bom Jardim da Serra (SC) - São Joaquim (SC)

Acordei às 7h30m e rapidamente preparamos o carro (éramos em 3) para sairmos rumo à Serra do Rio do Rastro. Apesar de frio, não chovia na saida de Tubarão (SC) e existia a mínima esperança de até fazer sol no caminho. Antes de iniciar o relato, uma constatação: fazer a Serra Catarinense de ônibus é impraticável. Sem carro, não rola. O que há de mais interessante não está nas cidades, mas no trajeto entre elas.

Continuando...

Entre Tubarão e o Mirante da Serra do Rio do Rastro (que poderia ser o final da viagem), percorreríamos aproximadamente 80 kms. No caminho, sol, chuva, vento... mas o frio constante como regra. Falando um monte de merda, zoando no caminho, fazendo planos para a volta (um deles: parar em Lauro Muller para curtir um pouco da festa que ocorreria na cidade à noite). Tudo ótimo!



Mas foi só começar a subir a serra que o medo começou a fazer parte da viagem. Aos que não estão acostumados, pegar estrada em obras, flertando com o penhasco, é deveras assustador. Sentimento similar experimentei no trajeto Mendoza-Santiago, mas ao menos estava num ônibus, com um motorista extremamente experiente. Até então, os 30 kms da subida da serra foram alguns dos mais longos enfrentados por mim.



Quando chegamos ao mirante, sãos e salvos, passamos a tirar umas fotos, alimentar os quatis que vivem na região, lavar o rosto (com aquela água congelante do banheiro do mirante... merda!) e decidir o que fazer: descer imediatamente a serra ou ir para São Joaquim? Entramos no acordo por chegar até São Joaquim (54 kms distante do Mirante).

Chegamos por volta do meio dia e, rapidamente, notamos que a cidade mesmo não tinha nada de mais. O único atrativo era metereológico: o forte frio, com chances contínuas de neve. Chegamos sob uma fortíssima neblina e com temperaturas baixas: mínimo de 5, máximo de 9, enquanto estivemos na cidade. Almoçamos na Churrascaria do Pato por 10 reais cada (era 15 reais o Buffet livre + carne na chapa, mas é possível barganhar, caso esteja em grupo), andamos mais alguns minutos pela cidade, conhecendo a Igreja Matriz, as ruas desertas e saímos, por volta das 14h30m, em direção à Urubici. Como estou tentando expor, tudo foi muito rápido e o motivo era bem simples: deveríamos chegar às 19hrs em Tubarão e desejávamos passar ainda pela tal festa de Lauro Muller.

Antes de chegar em Urubici, paramos num mirante que possibilita observar a cidade toda. É um local bem bonito, como vários outros com os quais deparei-me... Daí a necessidade do carro, exposta anteriormente: não tem a menor graça fazer esse trajeto sem parar no caminho. Nossa estadia em Urubici foi relâmpago: apenas para abastecer o automóvel e retornar, via Serra do Rio do Rastro, para Tubarão (passando por Lauro Muller).



No trajeto Urubici - Bom Jardim da Serra até apareceu um solzinho, mas nada que esquentasse de verdade. É uma das partes mais bonitas da estrada e até aquela parada estratégica para "aliviar" poderia reservar surpresas: numa das entradas da cidade, é possível chegar até a Cascata Barrinha, mas fica escondida para quem está na rodovia. Foi uma sorte parar exatamente ali e conseguir contemplar uma das paisagens mais belas (ainda que não seja tão imponente quanto os vários mirantes) do caminho.

No retorno pela Serra do Rio do Rastro, a parte tensa da viagem: exatamente no momento em que iniciávamos a descida, um vento fortíssimo atingiu a região em que estávamos. A hesitação transformou-se em medo (principalmente por parte do motorista) quando encontramos um motoqueiro parado, esperando a ventania cessar para continuar sua viagem. Por 15 minutos, nos mantivemos em um refúgio construído para automóveis na estrada, mas o vento parecia aumentar em intensidade... Não seria de bom tom continuar daquele jeito. Contudo, começamos a observar outros carros (até de menor porte) descendo a serra e seguimos atrás do comboio.

Com o horário muito apertado, acabamos não parando em Lauro Muller; tocamos direto para Tubarão. Chegamos por volta das 19h30m e eu terminei a viagem com a convicção de que vale a pena voltar na serra com mais tempo (3 ou 4 dias). Já experimentei, ao menos, um bom aperitivo do quão interessante é a região. Altamente recomendável!


Gastos:

Transporte (gasolina para o automóvel): R$ 14,35
Alimentação: R$ 10,00
Turismo: R$ 1,50

Total: R$ 25,85

Dia 1: Torres (RS)

Na última quinzena de maio, fui convidado por um amigo de Tubarão para conhecer a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra (aproximadamente 220 kms de Florianópolis). Em princípio, o trajeto seria feito no sábado... mas acabamos optando por efetuá-lo no domingo. Desta maneira, teria o sábado todo livre para poder conhecer alguma outra cidade relativamente próxima de Tubarão. Resolvi sair de Florianópolis direto para Torres, primeira cidade do litoral gaúcho (para quem sai de Santa Catarina), distante 270 kms de Floripa e 135 kms de Tubarão (SC).

A saída ocorreu no dia 29 de maio, às 22h40m (Empresa Santo Anjo, R$ 35,16 - ônibus confortável, com várias gurias sensacionais de Criciúma, Tubarão e região). O objetivo era chegar em Torres antes do nascer do sol (torcendo para encontrar um tempo aberto), tirar umas fotos pela manhã e chegar à tarde em Tubarão. Conforme o planejado, cheguei em Torres às 4h30m da manhã e, com exceção de um sem teto na rodoviária, um segurança do comércio próximo e o tiozão do cachorro-quente, não havia ninguém na rua. A temperatura: 10-11 graus. Passei a vagar pelas ruas vazias, tirando a foto de uma coruja aqui, comendo um passatempo ali... como se a noite parecesse eterna. Como demorou pra ficar claro o dia!

Por volta das 7 horas, já estava suficientemente claro para começar a tirar fotos da praia mas, infelizmente, o tempo estava bem fechado. Junto com a claridade, veio a chuva... fina, insuficiente para molhar uma pessoa, mas suficientemente chata pra jogar a sensação térmica lá para baixo. Meu trajeto começou pela parte norte da cidade, no qual podemos encontrar o Farol da Barra, o Rio Mampituba (na divisa entre Torres e Passo de Torres, já em Santa Catarina), a Ponte Pênsil (relativamente longe da praia e sem atrativo algum. Não perca tempo andando até lá!) Nessa região, principalmente ao longo do Rio Mampituba, observei vários bares e me pareceu ser um local interessante (porém caro) para passar a noite. É questão de alguém conferir tal suspeita ao chegar na cidade, o que não era minha intenção.

Após esse primeiro momento, comecei a andar pela Praia Grande e tirar algumas fotos.



Nessa faixa da orla, podemos encontrar algumas dunas, invadindo inclusive as pontes construídas entre a calçada e a parte da praia atingida pelas mudanças das marés.

Deixando cada vez mais distante os pescadores que estavam próximos ao Farol da Barra, dirigi-me em busca da Praia do Meio. Em instantes, começaria uma etapa do Campeonato Gaúcho de Surf (acho eu). Algumas famílias dos competidores e só! Ninguém mais seria maluco de ficar naquele frio na praia... Resolvi adiantar-me para outras praias e voltar à Praia do Meio horas depois.

Na altura da Praia do Meio, voltei a andar pelas ruas, em busca da Lagoa do Violão. O nome sugere seu formato, mas sem grande beleza... inclusive, estava bem poluído, com aquelas plantas que crescem em águas com níveis de coliformes fecais alto. É válido chegar lá, olhar uns segundos e voltar para a praia. Nada mais que isso.

Mas a Lagoa do Violão era caminho para o Parque da Guarita. Como tudo é muito perto, não furtei-me de andar no meio da chuva (àquela altura, mais forte)em busca do Parque. Descobri a Igreja São Domingos (do século XIX, tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado) e, ao lado, a residência na qual Dom Pedro I hospedou-se nas suas 2 visitas à cidade, em 1826. Descobertas históricas sempre são interessantes...



Chegando ao Parque (acesso grátis à pé) temos a possibilidade de atingir, por uma trilha, a Torre do Meio (uma das formações rochosas que dá nome à cidade). Não tive coragem de chegar até próximo do precipício, mas fui perto o suficiente para ter a noção de como é fantástico o visual do "alto da montanha". Para quem está de frente para o oceano, na sua direita encontrará a Praia da Cal. À esquerda, a Praia da Guarita.

Descendo da Torre do Meio, andei mais alguns metros, buscando a Praia da Guarita. Algumas fotos da Torre da Guarita, que talvez seja a torre mais famosa das 3 existentes na cidade. Não atravessei desse ponto, uma vez que teria de chegar cedo em Tubarão (após o Morro da Guarita, é possível chegar à Praia de Itapeva).



Fui em direção à rodoviária, atravessando a Praia da Cal e a Praia do Meio (não, não fiquei pra acompanhar o surf... tava ventando muito e começando a chover forte!), comprei uns cartões postais e deixei a cidade, em direção à Tubarão, por volta das 11 da manhã (União, R$ 26,00. Dependendo do horário, é necessário trocar de ônibus em Araranguá). Aos que desejam visitar ou estão de passagem na região POA - Florianópolis, acho que vale parar umas boas horas na cidade.

Nada de mais foi feito em Tubarão além de acompanhar um jogo de futebol amador no bairro onde meu amigo mora e comer um belo churrasco. Aproveitamos o meio-tempo para comprar alguma comida a servir como alimentação no carro. Não dormi muito tarde, já que o domingo prometia ser bem cansativo. Destino: Serra Catarinense.

Gastos:
Passagens: R$ 61,31
Alimentação: R$ 23,75
Turismo: R$ 1,00

Total: R$ 86,06

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Reativando o blog... por um motivo especial.

O único objetivo desse blog é deixar algumas dicas de locais que visitei no meu período em Florianópolis. Algumas visitas passaram batidas (casos, principalmente, da Oktoberfest - em Blumenau - e das belezas naturais da "Ilha da Magia", erros que pretendo corrigir até o fim do ano)... mas procurei, de forma sintética, relatar a viagem que fiz em julho-08 pelo nordeste argentino, Uruguai e Sul do Brasil.

Pois bem: A partir de hoje, às 22h30m, inicio nova viagem, desta vez em direção a cidade boliviana de Villazón (fronteira com a cidade argentina de La Quiaca). A idéia é conhecer o noroeste argentino, que têm como principais cidades as capitais de províncias San Miguel de Tucumán, Salta e San Salvador de Jujuy (de Tucumán, Salta e Jujuy, respectivamente), além das belezas naturais no caminho entre essas cidades: Quebrada de Cafayate, Quebrada de Humahuaca, Ruínas de Quilmes, entre outros pontos importantes.

Antes de chegar ao noroeste argentino, todavia, pretendo conhecer as missões jesuíticas no Brasil, Argentina e Paraguai. Ou o que restou delas! Curiosamente, meu planejamento inicial de viagem neste meio de ano não contemplava nem o noroeste argentino, tampouco a região das missões. Minha idéia era conhecer o Oeste Catarinense e chegar em Dionísio Cerqueira (fronteira com Bernardo de Irigoyen, na Argentina, e com Barracão, no Paraná). Contudo, meus planos foram frustrados devido a alta temporada nos pontos turísticos do Oeste, deixando a hospedagem (um dos alicerces da viagem) muito cara.

O trajeto provisório é o seguinte:

1. Florianópolis (SC) - Torres (RS) - São Joaquim (SC) - Tubarão (SC)
2. Urubici (SC) - Tubarão (SC)
3. Tubarão (SC)
4. Florianópolis (SC)
5. Florianópolis (SC)
6. Chapecó (SC)
7. Santo Ângelo (RS) - São Miguel das Missões (RS)
8. São Miguel das Missões (RS) - Santo Ângelo (RS) - Santa Maria (RS)
9. Santa Maria (RS)
10. São Borja (RS) - Posadas (ARG)
11. Posadas (ARG) - Missões Jesuíticas (ARG) (Santa Ana, Loreto e San Ignacio Mini)
12. Posadas (ARG) - Encarnación (PAR)- Missões Jesuíticas (PAR) (Trinidad e Jesus del Tavarengue)
13. Posadas (ARG)
14. San Miguel de Tucumán (ARG)
15. Cafayate (ARG) - Santa Maria (ARG)(Ruínas de Quilmes)
16. Cafayate (ARG) (Quebrada de Cafayate)
17. Salta (ARG)
18. La Quiaca (ARG) - Villazón (BOL) - Humahuaca (ARG)
19. Tilcara (ARG) (Quebrada de Humahuaca) - Maimará (ARG) - Purmamarca (ARG)
20. Jujuy (ARG)
21. Tucumán (ARG)
22. Resistencia (ARG) (Apenas parada na rodoviária) - Asunción (PAR)
23. Asunción (PAR) - Luque (PAR) - Posadas (ARG) (Apenas parada na rodoviária)
24. Bernardo de Irigoyen (ARG) - Barracão (PR) - Dionísio Cerqueira (SC)
25. Florianópolis (SC)
26. Florianópolis (SC) - Rio de Janeiro (RJ)

Não sei se conseguirei tempo para fazer tudo o que planejei (confesso que o cronograma está bem apertado, principalmente nos últimos 7 dias), mas pretendo visitar o máximo que puder.

Com relação aos gastos, colocarei ao final de cada post o resumo diário. Ao final da viagem, colocarei os números consolidados, separado por tipo de gasto (se foi com ônibus, hostel, alimentação...)

Um comentário final acerca dos 5 primeiros dias: na real, passarei o fim de semana em Tubarão, mas aproveitarei para conhecer Torres e São Joaquim. E antes de começar a viagem de fato, ainda tenho uma reunião na UFSC (marcada para segunda-feira, dia primeiro de junho).

É isso!