segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia 1: Torres (RS)

Na última quinzena de maio, fui convidado por um amigo de Tubarão para conhecer a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra (aproximadamente 220 kms de Florianópolis). Em princípio, o trajeto seria feito no sábado... mas acabamos optando por efetuá-lo no domingo. Desta maneira, teria o sábado todo livre para poder conhecer alguma outra cidade relativamente próxima de Tubarão. Resolvi sair de Florianópolis direto para Torres, primeira cidade do litoral gaúcho (para quem sai de Santa Catarina), distante 270 kms de Floripa e 135 kms de Tubarão (SC).

A saída ocorreu no dia 29 de maio, às 22h40m (Empresa Santo Anjo, R$ 35,16 - ônibus confortável, com várias gurias sensacionais de Criciúma, Tubarão e região). O objetivo era chegar em Torres antes do nascer do sol (torcendo para encontrar um tempo aberto), tirar umas fotos pela manhã e chegar à tarde em Tubarão. Conforme o planejado, cheguei em Torres às 4h30m da manhã e, com exceção de um sem teto na rodoviária, um segurança do comércio próximo e o tiozão do cachorro-quente, não havia ninguém na rua. A temperatura: 10-11 graus. Passei a vagar pelas ruas vazias, tirando a foto de uma coruja aqui, comendo um passatempo ali... como se a noite parecesse eterna. Como demorou pra ficar claro o dia!

Por volta das 7 horas, já estava suficientemente claro para começar a tirar fotos da praia mas, infelizmente, o tempo estava bem fechado. Junto com a claridade, veio a chuva... fina, insuficiente para molhar uma pessoa, mas suficientemente chata pra jogar a sensação térmica lá para baixo. Meu trajeto começou pela parte norte da cidade, no qual podemos encontrar o Farol da Barra, o Rio Mampituba (na divisa entre Torres e Passo de Torres, já em Santa Catarina), a Ponte Pênsil (relativamente longe da praia e sem atrativo algum. Não perca tempo andando até lá!) Nessa região, principalmente ao longo do Rio Mampituba, observei vários bares e me pareceu ser um local interessante (porém caro) para passar a noite. É questão de alguém conferir tal suspeita ao chegar na cidade, o que não era minha intenção.

Após esse primeiro momento, comecei a andar pela Praia Grande e tirar algumas fotos.



Nessa faixa da orla, podemos encontrar algumas dunas, invadindo inclusive as pontes construídas entre a calçada e a parte da praia atingida pelas mudanças das marés.

Deixando cada vez mais distante os pescadores que estavam próximos ao Farol da Barra, dirigi-me em busca da Praia do Meio. Em instantes, começaria uma etapa do Campeonato Gaúcho de Surf (acho eu). Algumas famílias dos competidores e só! Ninguém mais seria maluco de ficar naquele frio na praia... Resolvi adiantar-me para outras praias e voltar à Praia do Meio horas depois.

Na altura da Praia do Meio, voltei a andar pelas ruas, em busca da Lagoa do Violão. O nome sugere seu formato, mas sem grande beleza... inclusive, estava bem poluído, com aquelas plantas que crescem em águas com níveis de coliformes fecais alto. É válido chegar lá, olhar uns segundos e voltar para a praia. Nada mais que isso.

Mas a Lagoa do Violão era caminho para o Parque da Guarita. Como tudo é muito perto, não furtei-me de andar no meio da chuva (àquela altura, mais forte)em busca do Parque. Descobri a Igreja São Domingos (do século XIX, tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado) e, ao lado, a residência na qual Dom Pedro I hospedou-se nas suas 2 visitas à cidade, em 1826. Descobertas históricas sempre são interessantes...



Chegando ao Parque (acesso grátis à pé) temos a possibilidade de atingir, por uma trilha, a Torre do Meio (uma das formações rochosas que dá nome à cidade). Não tive coragem de chegar até próximo do precipício, mas fui perto o suficiente para ter a noção de como é fantástico o visual do "alto da montanha". Para quem está de frente para o oceano, na sua direita encontrará a Praia da Cal. À esquerda, a Praia da Guarita.

Descendo da Torre do Meio, andei mais alguns metros, buscando a Praia da Guarita. Algumas fotos da Torre da Guarita, que talvez seja a torre mais famosa das 3 existentes na cidade. Não atravessei desse ponto, uma vez que teria de chegar cedo em Tubarão (após o Morro da Guarita, é possível chegar à Praia de Itapeva).



Fui em direção à rodoviária, atravessando a Praia da Cal e a Praia do Meio (não, não fiquei pra acompanhar o surf... tava ventando muito e começando a chover forte!), comprei uns cartões postais e deixei a cidade, em direção à Tubarão, por volta das 11 da manhã (União, R$ 26,00. Dependendo do horário, é necessário trocar de ônibus em Araranguá). Aos que desejam visitar ou estão de passagem na região POA - Florianópolis, acho que vale parar umas boas horas na cidade.

Nada de mais foi feito em Tubarão além de acompanhar um jogo de futebol amador no bairro onde meu amigo mora e comer um belo churrasco. Aproveitamos o meio-tempo para comprar alguma comida a servir como alimentação no carro. Não dormi muito tarde, já que o domingo prometia ser bem cansativo. Destino: Serra Catarinense.

Gastos:
Passagens: R$ 61,31
Alimentação: R$ 23,75
Turismo: R$ 1,00

Total: R$ 86,06

Um comentário:

Lene Maia disse...

Oi!!!A beleza é algo indiscutivelmente discutivel...hehehe, parece piada mas não é. Assim como vc, gosto muito de viajar. Mas diferente de vc, procuro valorizar até o que há de mais feio num lugar, pois isso é a lei da diversidade. Lamentavelmente vc visitou Torres num dia ruim e em poucas horas conseguiu vislumbrar tudo ou nada de especial. O bom viajante precisa ter espirito de aventura, percepção e sensibilidade sobre o mundo de maneira evoluida. Parabéns pelo blog! Ele ajuda os viajantes.