terça-feira, 2 de junho de 2009

Parada em Florianópolis... agora para viajar de vez!

Nos dias 1 e 2 de Junho, ficarei em Florianópolis para participar de uma reunião do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSP - UFSC), no qual estou inserido, além de organizar a bagagem para iniciar a viagem de forma definitiva.

Sairei de Florianópolis em direção ao Oeste às 20h00 do dia 2 de Junho. Meu próximo post já será no caminho.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia 2: Bom Jardim da Serra (SC) - São Joaquim (SC)

Acordei às 7h30m e rapidamente preparamos o carro (éramos em 3) para sairmos rumo à Serra do Rio do Rastro. Apesar de frio, não chovia na saida de Tubarão (SC) e existia a mínima esperança de até fazer sol no caminho. Antes de iniciar o relato, uma constatação: fazer a Serra Catarinense de ônibus é impraticável. Sem carro, não rola. O que há de mais interessante não está nas cidades, mas no trajeto entre elas.

Continuando...

Entre Tubarão e o Mirante da Serra do Rio do Rastro (que poderia ser o final da viagem), percorreríamos aproximadamente 80 kms. No caminho, sol, chuva, vento... mas o frio constante como regra. Falando um monte de merda, zoando no caminho, fazendo planos para a volta (um deles: parar em Lauro Muller para curtir um pouco da festa que ocorreria na cidade à noite). Tudo ótimo!



Mas foi só começar a subir a serra que o medo começou a fazer parte da viagem. Aos que não estão acostumados, pegar estrada em obras, flertando com o penhasco, é deveras assustador. Sentimento similar experimentei no trajeto Mendoza-Santiago, mas ao menos estava num ônibus, com um motorista extremamente experiente. Até então, os 30 kms da subida da serra foram alguns dos mais longos enfrentados por mim.



Quando chegamos ao mirante, sãos e salvos, passamos a tirar umas fotos, alimentar os quatis que vivem na região, lavar o rosto (com aquela água congelante do banheiro do mirante... merda!) e decidir o que fazer: descer imediatamente a serra ou ir para São Joaquim? Entramos no acordo por chegar até São Joaquim (54 kms distante do Mirante).

Chegamos por volta do meio dia e, rapidamente, notamos que a cidade mesmo não tinha nada de mais. O único atrativo era metereológico: o forte frio, com chances contínuas de neve. Chegamos sob uma fortíssima neblina e com temperaturas baixas: mínimo de 5, máximo de 9, enquanto estivemos na cidade. Almoçamos na Churrascaria do Pato por 10 reais cada (era 15 reais o Buffet livre + carne na chapa, mas é possível barganhar, caso esteja em grupo), andamos mais alguns minutos pela cidade, conhecendo a Igreja Matriz, as ruas desertas e saímos, por volta das 14h30m, em direção à Urubici. Como estou tentando expor, tudo foi muito rápido e o motivo era bem simples: deveríamos chegar às 19hrs em Tubarão e desejávamos passar ainda pela tal festa de Lauro Muller.

Antes de chegar em Urubici, paramos num mirante que possibilita observar a cidade toda. É um local bem bonito, como vários outros com os quais deparei-me... Daí a necessidade do carro, exposta anteriormente: não tem a menor graça fazer esse trajeto sem parar no caminho. Nossa estadia em Urubici foi relâmpago: apenas para abastecer o automóvel e retornar, via Serra do Rio do Rastro, para Tubarão (passando por Lauro Muller).



No trajeto Urubici - Bom Jardim da Serra até apareceu um solzinho, mas nada que esquentasse de verdade. É uma das partes mais bonitas da estrada e até aquela parada estratégica para "aliviar" poderia reservar surpresas: numa das entradas da cidade, é possível chegar até a Cascata Barrinha, mas fica escondida para quem está na rodovia. Foi uma sorte parar exatamente ali e conseguir contemplar uma das paisagens mais belas (ainda que não seja tão imponente quanto os vários mirantes) do caminho.

No retorno pela Serra do Rio do Rastro, a parte tensa da viagem: exatamente no momento em que iniciávamos a descida, um vento fortíssimo atingiu a região em que estávamos. A hesitação transformou-se em medo (principalmente por parte do motorista) quando encontramos um motoqueiro parado, esperando a ventania cessar para continuar sua viagem. Por 15 minutos, nos mantivemos em um refúgio construído para automóveis na estrada, mas o vento parecia aumentar em intensidade... Não seria de bom tom continuar daquele jeito. Contudo, começamos a observar outros carros (até de menor porte) descendo a serra e seguimos atrás do comboio.

Com o horário muito apertado, acabamos não parando em Lauro Muller; tocamos direto para Tubarão. Chegamos por volta das 19h30m e eu terminei a viagem com a convicção de que vale a pena voltar na serra com mais tempo (3 ou 4 dias). Já experimentei, ao menos, um bom aperitivo do quão interessante é a região. Altamente recomendável!


Gastos:

Transporte (gasolina para o automóvel): R$ 14,35
Alimentação: R$ 10,00
Turismo: R$ 1,50

Total: R$ 25,85

Dia 1: Torres (RS)

Na última quinzena de maio, fui convidado por um amigo de Tubarão para conhecer a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra (aproximadamente 220 kms de Florianópolis). Em princípio, o trajeto seria feito no sábado... mas acabamos optando por efetuá-lo no domingo. Desta maneira, teria o sábado todo livre para poder conhecer alguma outra cidade relativamente próxima de Tubarão. Resolvi sair de Florianópolis direto para Torres, primeira cidade do litoral gaúcho (para quem sai de Santa Catarina), distante 270 kms de Floripa e 135 kms de Tubarão (SC).

A saída ocorreu no dia 29 de maio, às 22h40m (Empresa Santo Anjo, R$ 35,16 - ônibus confortável, com várias gurias sensacionais de Criciúma, Tubarão e região). O objetivo era chegar em Torres antes do nascer do sol (torcendo para encontrar um tempo aberto), tirar umas fotos pela manhã e chegar à tarde em Tubarão. Conforme o planejado, cheguei em Torres às 4h30m da manhã e, com exceção de um sem teto na rodoviária, um segurança do comércio próximo e o tiozão do cachorro-quente, não havia ninguém na rua. A temperatura: 10-11 graus. Passei a vagar pelas ruas vazias, tirando a foto de uma coruja aqui, comendo um passatempo ali... como se a noite parecesse eterna. Como demorou pra ficar claro o dia!

Por volta das 7 horas, já estava suficientemente claro para começar a tirar fotos da praia mas, infelizmente, o tempo estava bem fechado. Junto com a claridade, veio a chuva... fina, insuficiente para molhar uma pessoa, mas suficientemente chata pra jogar a sensação térmica lá para baixo. Meu trajeto começou pela parte norte da cidade, no qual podemos encontrar o Farol da Barra, o Rio Mampituba (na divisa entre Torres e Passo de Torres, já em Santa Catarina), a Ponte Pênsil (relativamente longe da praia e sem atrativo algum. Não perca tempo andando até lá!) Nessa região, principalmente ao longo do Rio Mampituba, observei vários bares e me pareceu ser um local interessante (porém caro) para passar a noite. É questão de alguém conferir tal suspeita ao chegar na cidade, o que não era minha intenção.

Após esse primeiro momento, comecei a andar pela Praia Grande e tirar algumas fotos.



Nessa faixa da orla, podemos encontrar algumas dunas, invadindo inclusive as pontes construídas entre a calçada e a parte da praia atingida pelas mudanças das marés.

Deixando cada vez mais distante os pescadores que estavam próximos ao Farol da Barra, dirigi-me em busca da Praia do Meio. Em instantes, começaria uma etapa do Campeonato Gaúcho de Surf (acho eu). Algumas famílias dos competidores e só! Ninguém mais seria maluco de ficar naquele frio na praia... Resolvi adiantar-me para outras praias e voltar à Praia do Meio horas depois.

Na altura da Praia do Meio, voltei a andar pelas ruas, em busca da Lagoa do Violão. O nome sugere seu formato, mas sem grande beleza... inclusive, estava bem poluído, com aquelas plantas que crescem em águas com níveis de coliformes fecais alto. É válido chegar lá, olhar uns segundos e voltar para a praia. Nada mais que isso.

Mas a Lagoa do Violão era caminho para o Parque da Guarita. Como tudo é muito perto, não furtei-me de andar no meio da chuva (àquela altura, mais forte)em busca do Parque. Descobri a Igreja São Domingos (do século XIX, tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado) e, ao lado, a residência na qual Dom Pedro I hospedou-se nas suas 2 visitas à cidade, em 1826. Descobertas históricas sempre são interessantes...



Chegando ao Parque (acesso grátis à pé) temos a possibilidade de atingir, por uma trilha, a Torre do Meio (uma das formações rochosas que dá nome à cidade). Não tive coragem de chegar até próximo do precipício, mas fui perto o suficiente para ter a noção de como é fantástico o visual do "alto da montanha". Para quem está de frente para o oceano, na sua direita encontrará a Praia da Cal. À esquerda, a Praia da Guarita.

Descendo da Torre do Meio, andei mais alguns metros, buscando a Praia da Guarita. Algumas fotos da Torre da Guarita, que talvez seja a torre mais famosa das 3 existentes na cidade. Não atravessei desse ponto, uma vez que teria de chegar cedo em Tubarão (após o Morro da Guarita, é possível chegar à Praia de Itapeva).



Fui em direção à rodoviária, atravessando a Praia da Cal e a Praia do Meio (não, não fiquei pra acompanhar o surf... tava ventando muito e começando a chover forte!), comprei uns cartões postais e deixei a cidade, em direção à Tubarão, por volta das 11 da manhã (União, R$ 26,00. Dependendo do horário, é necessário trocar de ônibus em Araranguá). Aos que desejam visitar ou estão de passagem na região POA - Florianópolis, acho que vale parar umas boas horas na cidade.

Nada de mais foi feito em Tubarão além de acompanhar um jogo de futebol amador no bairro onde meu amigo mora e comer um belo churrasco. Aproveitamos o meio-tempo para comprar alguma comida a servir como alimentação no carro. Não dormi muito tarde, já que o domingo prometia ser bem cansativo. Destino: Serra Catarinense.

Gastos:
Passagens: R$ 61,31
Alimentação: R$ 23,75
Turismo: R$ 1,00

Total: R$ 86,06