quarta-feira, 30 de julho de 2008

DIA 11: Rosario

Segunda-feira tinha tudo pra ser um dia cheio. Cheguei na cidade imaginando que 2 dias seriam insuficientes para travar contato e conhecer minimamente os pontos turísticos. Como o Hostel era bem localizado (e quando eu digo bem localizado, de preferência, que seja próximo da rodoviária, do centro da cidade e dos principais pontos turísticos), comecei a conhecer Rosario como mais um mero pedestre. Comecei pela casa em que Che Guevara nasceu, mas nada lembrava Che, a não ser uma placa na calçada. Segui minha caminhada rumo à Avenida General Belgrano, em busca do Monumento Nacional a La Bandera, cartão postal de Rosario e um dos pontos turísticos mais importantes da Argentina. O Monumento é qualquer coisa de grandioso, próximo ao Rio Paraná, onde muitos rosarinos buscam refúgio na sua margem para pescar, namorar ou simplesmente, contemplar o nascer do sol. Alguns dos prédios, monumentos e praças relevantes, encontravam-se próximos ao Monumento Nacional a La Bandera. E eu tentava conhecer tudo o que estivesse no caminho.
Ainda na parte da manhã, caminhei até o Monumento Al Che, inaugurado em Junho de 2008 (portanto, mês passado), em homenagem aos 80 anos do nascimento de Ernesto Che Guevara. Da Av. Gal. Belgrano são mais ou menos 20 quadras. Entretanto, não me furtei de fazer a caminhada a pé (um adendo: quem não gosta de andar, nunca iria se submeter ao estilo de viagem que pratiquei). Não sei se é verdade, mas fiquei sabendo que na elaboração da estátua, foram fundidas milhares de chaves. Mesmo que seja mito, é uma história legal. Não fiquei muito tempo lá, até porque não existe muito para se observar nas redondezas (se você curtir futebol alternativo, tem o estádio do Central Cordoba, mas estava fechado quando passei por lá).
Caminhei então até o Parque Independência, distante mais ou menos 20 quadras para oeste. Percebi que estava percorrendo uma espécie de quadrado, tendo em cada ponta o Hostel, o Monumento a La Bandera, o Monumento Al Che e o Parque Independência, respectivamente. Apesar do parque ser bonito e existirem museus para se visitar (tais como o Museo de La Ciudad, Museo Municipal de Bellas Artes e o Museo Histórico Provincial), o que me interessava mesmo era conhecer o estádio do Newell´s Old Boys. O clube, junto com o Rosario Central, participa do clássico de maior rivalidade na Argentina (Boca x River WHO????): leprosos vs. canallas! Mas o estádio deixa muito a desejar: não eram goteiras, mas sim uma cachoeira; não eram ferrugens, mas sim um local propício para ser infectado por tétano. Fiquei um pouco triste por um clube tão importante (fez final de libertadores e teve DEUS Maradona em campo) ter um estádio tão decadente... Enfim, pelo menos consegui conhecer, algo que não foi possível no clube rival.
Passavam das 3 da tarde e um calor INFERNAL pairava sobre a cidade de Rosario. Eu tive então a idéia genial de ir, a pé, do estádio do Newell´s até o estádio do Central. É MUITO longe! Mas, quando você está com um mapa na mão acha tudo tão perto... Demorei mais de 1 hora pra chegar ao estádio do CARC (Club Atletico Rosario Central) e, no caminho, ainda comi um lomito no shopping center (a única vez que entrei num shopping na Argentina). Às 4h30 da tarde, enfim, chego ao estádio! Contudo, o segurança encarregado da portaria me informaria que o horário de visitação era de 14 às 16 horas. Tinha andado mais de 1 hora pra nada... porém, tirei fotos do lado de fora e do Rio Paraná, separado do estádio por uma avenida. Um prêmio de consolação, ao menos!
Cheguei ao hostel às 18 horas, satisfeito por ter visitado todos os pontos turísticos em 1 dia. Como a passagem para Cordoba tinha sido comprada para o dia seguinte, às 23 horas, poderia arriscar conhecer alguma cidade próxima. Resolvi, então, que o dia seguinte seria para conhecer Santa Fé, capital da província de mesmo nome onde está localizada Rosario.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

DIA 10: Buenos Aires - Rosario

Acordei às 9 da manhã e abandonei o hostel em que estava instalado. Fui, com mochilão e tudo, até San Telmo, para conhecer e tirar algumas fotos da tradicional feira de domingo (algumas linhas de metrô - Linea C e Linea E - deixam próximo ao local da feirinha... isso facilitou o meu trabalho com o mochilão). Como eu estava na Plaza del Congreso, tive que entrar pela Linea A que, como uma amiga me disse certa vez, parece saido de um filme de faroeste, onde a qualquer momento uma bola de feno passará pela sua frente e terá uma pessoa dormindo de chapéu e com capim na boca, num dos cantos da estação. A Linea "A" é uma atração turística de Buenos Aires, certamente! Engraçado é que eu andei muito pouco de transporte público em Buenos Aires. Não que não fosse interessante ou prático: muito pelo contrário! É que eu fiz questão de caminhar o máximo possível.
A feira de San Telmo é muito interessante. San Telmo é um bairro interessante, até destoando um pouco do resto da cidade. Tirei umas fotos, vi uns artistas de rua, que se apresentavam no momento, e fui caminhando, conhecendo outras mini-feiras, que acontecem 300, 500 metros distantes da feira principal. Descobri o Museu Histórico Nacional e o Parque Lezama. Se você for na feira de San Telmo, vale a pena andar mais um pouquinho para conhecê-los.
Mas, lembrem-se: eu estava com um mochilão pesado nas costas! Não aguentava mais andar e o tempo era curto: às 14 horas, teria de viajar para Rosario. Peguei um taxi de San Telmo até Retiro e gastei 15 pesos (8 reais). Cheguei ao Terminal de Omnibus ao meio-dia, ou seja, com tempo suficiente para tirar umas fotos das redondezas, inclusive da Torre de Los Ingleses (uma espécie de Big-Ben portenho). Depois foi só esperar o ônibus para Rosário (eu paguei 52 pesos na Expresso Argentino, mas fui de ônibus leito; com certeza você vai encontrar ônibus mais barato, se pesquisar. Contudo, vale muito a pena viajar por essa empresa).
Talvez o maior trunfo de se viajar pela Argentina seja o transporte rodoviário. Em média, de 2 a 3 vezes mais baratos do que viagens similares pelo Brasil, se comparados com ônibus similares. Não é de se estranhar, portanto, eu pagar cerca de 30 reais numa viagem de 4 horas num ônibus leito, quando no Brasil se paga 40, 45 reais pela mesma viagem, em ônibus executivo...
A viagem foi muito tranquilaç provavelmente, a melhor que fiz no período. Cheguei no Terminal de Omnibus em Rosario pontualmente às 18 horas. Na chegada, uma das marcas de Rosario: a imagem onipresente de Che Guevara. Tem uma imagem gigantesca do rosto dele no terminal... Do Terminal até o Hostel, paguei 7 pesos. Uma pechincha! Às 18h30m, já estava instalado no Rosario Hostel (30 pesos a diária).
Para me ambientar, já fui puxando assunto com um grupo que estava bebendo na varanda do hostel. A maior parte composta por estudantes, que estavam na cidade para um congresso (não me pergunte de que, não saberia responder). O pessoal não parecia ser fechado e eu, como bom carioca fanfarrão, já fui fazendo amizade com a galera, partindo pelo método mais fácil: falar de futebol. Acabei conversando com 2 estudantes de Córdoba, ambos surpresos pelo meu conhecimento de futebol argentino e dos times de ambos: um torcia pro Talleres, o outro pro Belgrano Córdoba. Não serviu pra pegar mulher no dia, mas acabei bebendo muito Fernet (guardem esse nome, quando estiverem em Rosario, Cordoba e adjacências) de graça!

DIA 9: Buenos Aires

Dia 12 de julho. Sábado. Este seria o meu último "dia cheio" em Buenos Aires e eu teria que aproveitar muito bem, pois faltava muita coisa pra conhecer... Pela manhã, dei uma passadinha na Calle Lavalle pra fazer umas comprinhas (inclusive, as caixas de Havanna) e me preparei para a caminhada desgastante que faria. Para forrar o estômago, uma paradinha na pizzaria Ugi´s que, pra quem tem pouco dinheiro e muita fome é fantástica: uma pizza com 8 pedaços, básica - massa, queijo, molho de tomate e orégano -, e rapidamente fica pronta para consumo, por 10 pesos (algo como 6 reais)! Eu não aguentei comer tudo, pra se ter uma noção do tamanho! Não é a oitava maravilha do mundo, mas compensa - e muito - no custo-benefício.
Mal acabei de comer a pizza, deixei as compras no albergue e fui de metrô até o Cemitério de Chacarita (qualquer dúvida, procure o mapa que fica na entrada do metrô. O cemitério é facilmente localizável), que tem como chamariz principal ser o local em que está enterrado Carlos Gardel, a personificação do Tango! O cemitério não parece ser muito badalado (como nada longe dos bairros turísticos é badalado... vale a pena, inclusive, se arriscar pelos bairros não-turísticos de Buenos Aires, pra não cair na mesmice) e, até por isso, foi uma visita tranquila. Aparentemente, não se pode tirar fotos dos túmulos. Inclusive, foi até engraçado a recomendação do guarda do cemitério: "você não vai poder tirar fotos na próxima vez que visitar". Fiquei me perguntando: 1-Ele não percebeu que eu era turista? 2-Se eu já tirei as fotos que queria, o que me faria voltar pra tirar outras fotos? 3-Se isso acontecesse, ele iria se lembrar de mim? Enfim, ficou como mais uma história pitoresca da viagem...
Do Cemitério de Chacarita, fui ao bairro Recoleta, visitar o cemitério onde estão os restos mortais da Evita Perón. Esse sim é POP. Você nem precisa pedir informações sobre o local em que está enterrada a Evita. É só seguir o fluxo! Mas não espere muita coisa: é tão simples que, se não tivesse ninguém, eu não saberia que se tratava de Evita (ao contrário do local em que está enterrado Gardel, com dezenas de placas em sua homenagem e uma estátua em tamanho natural, muito bonita por sinal). Vale pela visita, mas não tem nada de mais.
A área próxima ao cemitério estava absurdamente lotada de turistas, notadamente os brasileiros, com seus trejeitos espalhafatosos para tirar fotos... Nem me importei em ficar muito tempo na feirinha que estava instalada em frente ao cemitério. Preferi conhecer as praças e museus próximos (como o MALBA, por exemplo) e fui brindado por um pôr-do-sol lindo. Era uma bela despedida, por sinal.
Cheguei completamente esgotado ao hostel e esperei um amigo colombiano (que conheci na viagem anterior a Buenos Aires) entrar em contato pra fazer a noitada. Acabou que o contato não foi feito e eu também não me importei muito, pois teria que acordar cedo para conhecer a feira de San Telmo e viajar para Rosario.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

DIA 8: Buenos Aires - Tigre

Agora descansado de fato, parti rumo à cidade de Tigre (mais ou menos 1h 30m de ônibus). A cidade é pequena, porém muito bem cuidada e bonita. Aconselho, inclusive, a fazer um passeio de barco pelo delta do Rio Tigre, aos que tiverem tempo de passar o dia todo na cidade. Como não era o meu caso, percorri a margem do Rio Tigre, tirando fotos da paisagem bucólica e agradável da cidade. O tempo nublado dava um charme a mais. Interessante notar que quase não se viam turistas pelas ruas. Parecia que a cidade estava perdida no meio do nada. Parecia que não fazia parte da grande Buenos Aires... Essa é uma cidade ainda a ser descoberta pelo grosso dos turistas (que, talvez, nem se interessem em conhecê-la...). Tanto a ida (de ônibus), quanto a volta (de trem), foram tranquilas. Recomendo, porém, ir até Tigre de metrô. É mais barato e o tempo de viagem mais curto (40 min a menos do que de ônibus). Só não esqueçam de guardar o bilhete do trem: é necessário para sair da estação em Retiro! Como eu não guardei, tive que dar mandar um caô carioca pro guarda da estação, pra não precisar pagar novamente o bilhete.
De volta à Capital Federal, fui a pé de Retiro até Puerto Madero. É uma caminhada considerável mas, a menos que você se importe muito com isso, dá pra fazer tranquilamente. O tempo nublado da manhã dava lugar a uma tarde ensolarada... pra falar a verdade, insuportavelmente quente! As fotos que tirei de Puerto Madero ficaram muito bonitas. A paisagem conspirava favoravelmente...
De Puerto Madero, caminhei mais um pouco, passando inclusive em frente a Casa Rosada, rumo a San Telmo. Não desbravei o bairro todo, apenas a parte próxima da Plaza de Mayo. Muitas fotos depois, retornei ao albergue e tirei um bom cochilo. Agora sim, iria enfrentar a noite portenha!!!
Fui ao Museum, em San Telmo e gostei do que vi. A noitada foi cara (gastei uns 40 reais) mas nada que comprometesse o orçamento. Cheguei no albergue alegrinho, mas não bêbado, 7 da manhã...

DIA 7: Buenos Aires

Acordo ainda cansado, graças à viagem Montevideo-Buenos Aires (com parada em Colonia), mas disposto a rever Buenos Aires. Caminhar novamente pelas ruas e avenidas dessa cidade fantástica. Uma cidade que não perde o seu encanto... Quando estive por essas bandas, em 2007, mal tive tempo de conhecê-la por "completo" (ou conhecer minimamente seus principais pontos turísticos. Mas já conhecia a Plaza de Mayo, 9 de Julio, La Boca, Puerto Madero, o Monumental de Nuñes, as praças de Palermo... Alguma coisa me era familiar.
Contudo, reservei o primeiro dia na cidade para fazer comprar. Não tanto para mim, mas para alguns amigos. A lista era grande e, de fato, fazer compras em Buenos Aires está bem mais em conta do que no Brasil. Eu guardo, entretanto, severas reservas para quem vem até esta cidade unica e exclusivamente pensando nisso. Com tanto o que se fazer nela, vir para manter-se quase que o tempo todo na Lavalle, Florida e Sarmiento (onde tem uma agência do Banco do Brasil) é de uma pobreza de espírito tremenda.
Pois bem! Nesse dia, fiquei restrito aos pontos centrais da cidade. Pude rever a Av. Corrientes e seus teatros, a 9 de Julio (estava andando sem mapa e me perdi várias vezes nela...) e o seu obelisco, Av. Callao, Plaza del Congreso, Casa Rosada, enfim, um trajeto meramente adaptativo, contemplando a cidade.
Durante o dia, nada de mais ocorreu. Mas, no período da tarde, cerca de 50 manifestantes mantiveram-se na esquina da Corrientes com a 9 de Julio (bem ao lado do Obelisco). O que se seguiu foi um nó no trânsito gigantesco! Estamos tão acostumados com os protestos de rua nas grandes capitais brasileiras serem feitas a meia-pista, que ver aquela cena me chamou a atenção para a diferença entre Brasil e Argentina nessa seara... Não se via protesto de algum popular que atravessava a rua. Não se ouvia um buzinaço irritante... Irritação sim, mas com certa dose de respeito. Não sei se havia ligação, mas, naquele momento, havia uma comoção nacional acerca da taxação das exportações de produtos agrícolas. E os piquetes favoráveis e contrários a tal taxação, mantinham-se em vigília na frente do Congreso, perto de onde estava hospedado. Difícil não se contaminar por aquela celeuma toda.
Eu estava muito a fim de ficar a madrugada toda na noitada portenha. Saí de casa às 11 horas... encontrei a boite fechada. Em Buenos Aires, como em toda a Argentina, os clubem só abrem a partir de 1, 2 da manhã. Atenção a isso! Para não ter de voltar ao albergue, fui comer alguma coisa num restaurante da Av. Corrientes. Gastei 17 reais para comer uma pizza media (6 pedaços) e uma Quilmes de 1 litro. Foi caro, para os padrões argentinos. Baratíssimo, para os padrões brasileiros. Comer em Buenos Aires é bem barato. Em suma, as necessidades básicas de sobrevivência e sociabilidade (ônibus, taxi, metro, estacionamento, habitação, supermercado, restaurante...) têm preços muito inferiores aos encontrados no Brasil. Passar férias em Buenos Aires é barato. Mas morar parece ser mais barato ainda.
Voltei à boite 12h30m. Continuava fechado! O cansaço tomava conta... ainda não havia me recuperado do dia anterior. Resolvi voltar ao albergue e dormir cedo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

DIA 6: Montevideo - Colonia del Sacramento - Buenos Aires

Meu ônibus sairia do Terminal Tres Cruces às 10 da manhã (Turil, 16 reais), rumo a Colonia del Sacramento. Meu planejamento era sair da cidade à tardezinha e chegar umas 8, 9 da noite em Buenos Aires, via Buquebus (60 reais).
Colonia é uma das mais importantes cidades do Uruguai. Seja pela sua posição privilegiada às margens do Rio da Prata e perto de Buenos Aires (que influência no movimento turístico), seja pela parte histórica (Colonia já foi dominada pelos Portugueses e era um ponto importante de defesa do território português contra o Vice-Reino do Rio da Prata), o fato é que a cidade recebe milhares de turistas anualmente, seduzidos pela sua beleza natural e histórica, ou simplesmente como parada aos que não querem fazer o trajeto Montevideo-Buenos Aires de forma rápida.
Especialmente no dia que cheguei (9 de julho), a cidade estava tomada por turistas. Não percebi do que se tratava. Achei que fosse pelo fato de ser mês de férias, exclusivamente. Enfim, eu estava mais preocupado em fazer o máximo de coisas num tempo escasso, uma vez que ficaria na cidade umas 6 horas apenas. Quando começo a tirar as primeiras fotos, surpresa: a bateria acaba! E eu não tinha adaptador para tomada uruguaia! Em Montevideo, isso não foi problema, mas agora era!!!
Como havia chegado em Colonia por volta das 12 e 30, a cidade quase toda estava fechada para a sesta. Resultado: teria de esperar até as 2 da tarde para comprar um adaptador de tomada... Uma vez comprado, teria de arrumar algum lugar para carregar. E qual foi o primeiro que encontrei? O banheiro da rodoviária... Fiquei quase 1 hora dentro do banheiro, esperando a bateria carregar o suficiente para tirar fotos da cidade. Em suma, eram 3 da tarde e eu não havia batido 1 foto sequer...
O Buquebus sairia às 6h45m. Tinha portanto, cerca de 4 horas para almoçar e conhecer a parte histórica da cidade. Fui direto então ao La Pasiva comer um Chivito (uma espécie de sandwich com um filé no lugar do hamburguer). Delicioso! Saiu por 14 reais, junto com batatas-fritas e refrigerante. Nada mal... De lá, fui percorrendo as ruas, avenidas e travessas da parte histórica. Fiz tudo bem rápido, em cerca de 3 horas.
O próximo passo era encarar o Buquebus, rumo à Buenos Aires. No terminal, uma fila caótica e então percebi o motivo de tamanho caos numa 4a feira: era feriado da Independência. Não tinha me ligado que 9 de Julho era o dia da Independência, apesar de saber do fato. Durante a viagem, percebo que aquele Buquebus não era o rápido (que tinha utilizado em 2007 para atravessar o Rio da Prata), mas sim o "popular", por assim dizer. Traduzindo: a travessia que eu julgava demorar 1 hora, demoraria 3 horas. E eu não chegaria mais às 8 e sim às 10 da noite... Comecei a ficar preocupado, já que eu não tinha reservado nada em Buenos Aires.
Às 10 da noite em ponto, cheguei em Buenos Aires. Parti direto para o Hostel KM 0, no qual fiquei em Novembro de 2007, mas estava lotado. O lugar é bom, mas o atendimento é frio demais... Tive que procurar outro hostel. Já passavam das 11 da noite quando, ao dobrar a esquina, encontro um conhecido da outra viagem. Um chileno chamado Ivan, que mora em Buenos Aires e conhece todos os albergues da região da Plaza del Congreso. Ele me levou ao Hostel Cambalache que, apesar de ser uma merda, era útil pra uma pessoa que só necessitaria de albergue pra dormir (como era o meu caso). Acabou que eu peguei um hostel baratíssimo (25 pesos; 13 reais) e o quarto em que fiquei estava vazio! O que se configurava numa tragédia, terminou melhor do que eu esperava! Agora era hora de tomar um bom banho e descansar, pois ficar andando de mochilão pelas ruas de paralelepípedo em Colonia não era pra qualquer um!

DIA 5: Montevideo

Apesar de envelhecida (tanto no que diz respeito ao seu povo, quanto à estrutura física), Montevideo tem o seu charme. Entretanto, eu sou totalmente suspeito pra falar, porque vivi momentos muito legais na capital uruguaia quando estive na cidade, em novembro de 2007.
A parte turística da cidade (Ciudad Vieja) é possível de ser conhecida em 1 dia, se o turista estiver disposto a caminhar. Como fiquei no Hostelling International (assim como em 2007), me mantive perto dessa região. A manhã foi reservada exclusivamente para tirar fotos da área. Cito como destaques, a Plaza Independencia, Teatro Solis, Museo Historico Nacional, calle Sarandi, as várias praças e estátuas do General Artigas (herói da independencia uruguaia, antes desta ser dominada pelos portugueses e, posteriormente, por nosotros...) e a vista incrível do Rio da Prata. Como é tudo muito perto, repito, dá pra conhecer com certa facilidade esses pontos turísticos. Eu já conhecia alguma coisa e fiz o roteiro bem rápido, a tempo de almoçar no Mercado del Puerto. Os preços não são lá muito convidativos (o almoço não sai por menos de 20 reais), mas vale muito a pena! Como eu ficaria pouquíssimo tempo na cidade, era um tipo de luxo que não chegaria ao ponto de complicar meu orçamento.
Aos que gostam de futebol, como eu, Montevideo tem muitos atrativos fora do circuito da Ciudad Vieja. São muitos os times na capital e alguns dos mais tradicionais baluartes do futebol mundial, como o Peñarol, Nacional e o Estádio Centenário. O uruguaio é simplesmente apaixonado por futebol. As uruguaias, por sua vez, não ficam atrás no fanatismo... Portanto, para mim, era fundamental conhecer alguma coisa do futebol uruguaio.
Em 2007, estive no Centenário assistindo a Nacional 4x1 Tacuarembó. Dito isso, não era caso de vida ou morte visitar novamente o estádio, que fica num parque perto do terminal de omnibus Tres Cruces (Engraçado é que o Centenário parece ser muito pequeno por fora, mas é intimidador quando se entra. Vale a pena cada centavo do ingresso!). Dessa vez, meu objetivo era conhecer as "canchas" de clubes pequenos. Como eu teria muito pouco tempo, aproveitei para matar 5 coelhos com uma cajadada só: visitar o Jardim Botanico, passar na frente da residência oficial do Presidente da República e visitar os estádios do River Plate, Montevideo Wanderers e Bella Vista, uma vez que tudo é muito perto. As visitas ao Jardim Botanico e à residência oficial do Presidente da República não eram os meus objetivos principais, uma vez que não haviam grandes atrativos para tal. Meu interesse mesmo era conhecer os clubes!
As sedes dos 3 clubes são acanhadas. É inacreditavel pensar que clubes com estrutura tão decadente participem de competições internacionais. No estádio do River Plate, consegui passear pelo gramado; tinha pouco tempo para tirar fotos e o fiz numa velocidade impressionante. A sede do Wanderers estava fechada, contudo, como o muro não era muito alto, consegui fazer fotos esticando o braço... Tinha umas criancinhas comprando com suas mães ingressos pra um espetáculo circense e achavam engraçado aquele maluco tirando fotos de um campo vazio! Na sede do Bella Vista, pensavam que eu fosse olheiro. Quase não me deixaram entrar por causa disso... Mas, nada que uma conversa não desse jeito.
Após conhecer os estádios e passar pelo Jardim Botânico (sem nenhum atrativo... também, eu queria o quê no inverno?) Voltei ao hostel e me arrumei para a noitada. Acabei saindo com a galera do hostel (alguns uruguaios, paulistas e uns gringos) e me diverti muito. Novamente, a noite de Montevideo havia sido bastante proveitosa! Mas sem maiores detalhes...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Um aviso necessário!

Pessoal,

eu estou com muita dificuldade para atualizar o Blog. É necessário ficar cerca de 2 horas para elaborar o texto de cada dia. Mas, esse tempo eu não tenho disponível. Sendo assim, apenas colocarei os textos referentes a cada dia após a minha chegada em Florianópolis. Se quiserem acompanhar via fotos, entrem no orkut:

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9838416611661579221

Até!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

DIA 4: Chuí - Chuy - Montevideo

O ônibus para Pelotas sairia da rodoviária meia noite e de lá, seguiria, em outro ônibus até o Chuí, extremo sul do Brasil, na fronteira com o Uruguai. Vocês poderiam me perguntar: ''Calma aí! Porquê você não foi direto pro Chuí?'' Em princípio, essa parada em Pelotas tinha o seguinte propósito: chegar cedo na fronteira sem gastar muito dinheiro (no total, as duas passagens saíram a 75 reais). Existem 2 horários da linha entre Porto e Chuí. Mas, o ônibus que sairia de madrugada era muito caro e, o que sairia no período da tarde, me deixaria no Chuí por volta das 9 da noite. Meu objetivo era conhecer o máximo possível da fronteira e chegar em Montevideo no mesmo dia. Ainda bem que fiz isso! Não pelo motivo acima exposto (seria arrogância minha se dissesse o contrário), mas porque os ônibus saem da fronteira em direção a Montevideo entre 7 e 19 horas! Eu achava que era igual a Rivera, cidade que tem ônibus para Montevideo a cada 2 horas, mas me enganei profundamente. Ainda bem! Poderia amargar mais uma noite no Brasil.
Cheguei na fronteira às 10 horas e comecei a andar. Tinha que pegar o visto (viajo com o passaporte) e sair com o sol a pino, para não ter problemas com horário. Chuí é, na verdade, uma cidade binacional: metade brasileira, metade uruguaia. Em determinados pontos, você não sabe se a loja é brasileira, uruguaia, brasileira com uruguaios, uruguaia com brasileiros, se é churrasco ou parrilla... Enfim, uma deliciosa bagunça! A principal avenida da cidade é de mão dupla, porém pintada como se fosse de mão única. Resultado: quase fui atropelado numa parte em que surgem até 8 veículos das mais variadas direções!! É algo inacreditável...
Para conseguir o visto de entrada no Uruguai (minha identidade está muito velha e não seria aceita na Argentina, motivo pelo qual estou viajando com o passaporte), tinha que chegar até a Aduana. Como a cidade é binacional, as aduanas são distantes, nas extremidades de um território que é terra de ninguém, no quesito documentação. Então, fui atrás do carimbo! No caminho, a visão do Pampa uruguaio...
Tinha pouco tempo até sair da cidade (o ônibus em direção a Montevideo partiria às 15h e 30m). No entanto, quando eu chegava à "rodoviária" de Chuy (na verdade, 3 lojas de compra e venda de bilhetes), passei em frente ao que parecia ser a sede do Rocha Futebol Clube, de Rocha, departamento do qual faz parte Chuy. o Rocha FC é um clube pequeno no Uruguai. Pra se ter uma idéia, vacas pastam no campo de treinamento do time. Porém, esse time de estrutura sofrível, conseguiu ser campeão do Torneio Apertura da primeira divisão uruguaia, em 2005 e participou da Libertadores da América por causa desse feito. Entrei na tal sede, acanhada por sinal, e perguntei para a secretária se tinha camisa do Rocha, pois eu queria comprar (um parêntese: na parede, várias fotos impressas em papel A4, com a odisséia do torneio Apertura 2005 e um ingresso de jogo da Libertadores).
Fui mandado então para conversar com um senhor, que me indentificou como brasileiro (estava com a camisa do Botafogo e, pelo visto, ele tinha gostado de ver alguém ostentando o Manto Sagrado) e me mostrou a camisa do Rocha. Eu disse que colecionava camisas e gostava muito do Rocha, desde 2005. Perguntei quanto custava e ele, com os olhos marejados (surpreso e feliz por alguem do "país do futebol" dar valor ao seu time), não conseguiu cobrar pela camisa! Sério! Naquele momento, eu estava triplamente feliz, pela camisa do Rocha, por não gastar dinheiro para tal, e pela felicidade do coroa!!! Certamente, um dos pontos altos da viagem!
De volta ao meu caminho, segui até o ônibus que me levaria para Montevideo. A viagem se mostraria totalmente atribulada, apesar da passagem barata (30 reais). O veículo era extremamente velho e parava em todas as cidades relevantes até Montevideo. Um digno cata corno! A viagem, que demoraria 5 horas, foi feita em 6. Cheguei em Montevideo às 21h 30m, me deslocando diretamente ao Hostel (HI Montevideo Hostel. 27 reais a diária), que já conhecia do outro mochilão. Uma vez estabelecido, é hora de descansar, porque o dia seguinte promete!

''Uruguayos campiones! De la America y del Mundo!!!''

DIA 3: Porto Alegre

Porto Alegre já é conhecida para mim. Esta é a quarta vez que visito a cidade. Alguns dos seus principais pontos turísticos são os estádios da dupla grenal, um passeio pela Usina do Gasômetro (de preferência, no período da tarde, para acompanhar o belíssimo pôr-do-sol em frente ao Lago Guaíba) e visitar o parque da redenção. No entanto, como estes locais me são familiares, procurei utilizar meu tempo escasso com outras coisas. Ou descansar da noitada anterior!
Saí de casa às 4 da tarde, tendo 3 objetivos: comprar a passagem na rodoviária, assistir ao jogo do Botafogo e encher a cara com os amigos que ficariam pelo caminho. Com relação ao jogo do Botafogo, o interessante disso tudo é que era contra o Grêmio. Vejamos: eu estava em Porto Alegre, meus amigos são todos gremistas e fomos a um bar de concentração tricolor. Se eu programasse, não daria tão certo!
O Botafogo aniquilava o Grêmio e eu, sem poder comemorar, ficava quieto assistindo ao jogo como se nem gostasse de futebol... hahahahahaha... Dia histórico! Pra comemorar, voltamos ao bar do Hélio (sempre que estiver em Porto Alegre, beberei lá! Fato!) e fiquei fazendo hora até pegar o ônibus para Pelotas (para de lá, seguir até o Chuí). No bar, vesti a camisa do Botafogo e, rapidamente, os colorados apareceram. Do nada, começou uma discussão entre colorados e tricolores, tendo como mote o último grenal, mas remoendo um século de história desse que é um dos maiores clássicos do futebol mundial, sem dúvida alguma. Dei boas risadas da situação aparentemente insólita (para um forasteiro), mas levada muito a sério por ambas as partes.
Em resumo, fiz poucas coisas no dia, porém bastante proveitosas. Quando se está com amigos, não se precisa de muito para ficar feliz. Pé na estrada, porque em menos de 24 horas, estaria na capital uruguaia.

domingo, 6 de julho de 2008

DIA 2: Santa Maria - Porto Alegre

Acordei de ressaca 11 da manhã, mas não tinha tempo a perder: às 4 da tarde, o ônibus rumo à Porto Alegre sairia da rodoviária. Tinha que conhecer alguma coisa de Santa Maria. Levar alguma recordação que fosse...
Santa Maria não é uma cidade turistica. Pelo contrário: ela está baseada em 3 alicerces (Forças Armadas, Igreja Católica e a UFSM - Universidade Federal de Santa Maria) e tudo na cidade parece girar em torno dessas 3 instituições burocráticas. Não que seja demérito, mas eu já havia me preparado psicológicamente para não esperar absolutamente nada de espetacular. Uma das qualidades de um viajante, na minha opnião, é não esperar demais dos locais pelos quais irá passar.
Pensando dessa maneira, saí a caminhar pela insuportavelmente quente (!!!!!!!) Santa Maria. Um dia lindo, típico do Rio de Janeiro: nenhuma nuvem no céu azul! Como será costume, aquele frenético "pega a máquina, tira foto, guarda a máquina". Mas Santa não é turistica... Então, como diria Lênin, "Que Fazer?". Acompanhado da Júlia (guria, ficarei em eterna dívida de gratidão contigo), fui até às antigas instalações da RRFSA e às vilas obreras dos ferroviários. Alguns casarões bem cuidados, outros nem tanto... Mas fascinante do ponto de vista histórico (quem curte ir pra Bariloche nem sempre dá valor pra isso, mas eu sou meio loco)!
Como o tempo era curto, tivemos que apertar o passo. Porém, paramos Júlia e eu numa espécie de "buteco-puteiro" (não é puteiro, digamos que é um pré-puteiro) na zona de meretrício, inferninho, casa de tolerância, enfim... vcs entenderam. Mas eu não compartilhei dos serviços das madames porque elas eram de um nível tão alto quanto um grão de arroz. Mas valeu pela zoação, pela história e por ver os incautos achando que estavam fazendo um excelente negócio, ao procurar mulher lá...
Voltei correndo pra pegar as minhas coisas, rumo a Porto Alegre. Ficou a promessa de retornar, quem sabe fazendo um mochilão pelo Rio Grande do Sul. E comprar a camisa de um time local (Inter ou Riograndense), pois simplesmente não encontrei à venda (mentira, encontrei a do Inter, mas tava 70 reais... extorsivo!).
Saí de Santa Maria às 4 da tarde e cheguei em Porto Alegre às 8 da noite. Da rodoviária, fui direto ao encontro da galera FAOT (piadas internas... sempre existirão...) no Bar Jardim Elétrico, na cidade baixa. O encontro em si foi ótimo, ri demais, mas como o objetivo do relato não é esse, me limito a dizer que a cidade baixa nada mais é do que uma rua com vários bares, restaurantes e (acho) boites. Não recomendo ir até lá pra encher a cara, pois a bebida é muito cara (perdoem pelo trocadilho...).
Mas, como não há mal que seja eterno, encontrei um bar Tr00 chamado Hélio´s. Pé sujo da melhor estirpe, vendendo Heineken a R$ 2,50, Glacial por R$ 2,00 e Polar por R$ 3,00 (em Porto parece ser raridade, pelo menos na cidade baixa). Foi aí que eu fiquei borracho de fato! No fim, depois de capitular a mais um copo de cerveja (não aguentava mais beber), fui ao Speed, uma lanchonete muito da foda. Por 6 reais, você compra um sandwich que, sem sacanagem, dá pra dividir com uma pessoa. Pra mim é inconcebível pensar no fato de que existe alguém que coma aquele sanduba e fique ainda com fome! Fui dormir às 6 da manhã (to me acostumando mal, já) um pouco menos bebado...
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DIA 1: Florianópolis - Porto Alegre - Santa Maria

Na véspera da viagem, simplesmente não consegui dormir. Um misto de ansiedade e da insônia companheira evitavam que eu hibernasse. Saí de casa por volta das 8 da manhã, rumo à rodoviária (o ônibus rumo a Porto Alegre saía às 9), temendo que a greve de motoristas e cobradores de ônibus em Floripa me atrasasse. Porém, para minha surpresa, alguns coletivos rodavam pela cidade. Começava menos traumático o meu dia! Aproveitei o trecho Floripa-POA pra cochilar, porque tava foda... O esquema seria o seguinte: iria até POA e, de lá, seguiria até Santa Maria (tentarei explicar o porque disso).
A viagem entre Floripa e POA foi feita sem maiores contratempos (Viação Santo Anjo - 65 reais). Às 15h50, chegava na rodoviária de POA, tão velha e desorganizada como há 8 meses atrás, quando estive pela última vez na cidade. Como o ônibus de 16 horas estava lotado, comprei a passagem para o ônibus das 18 horas, rumo à Santa Maria (Viação Planalto - 44 reais). Tal qual o primeiro trecho, esse também transcorreu de maneira tranquila. Aliás, os dois ônibus eram minimamente confortáveis.
Eu estava esperando pegar temperaturas baixíssimas em Santa Maria. Mas até que estava bem "acolhedor": mínimo de 12 graus, 15 graus na maior parte da noite. Quem me aguardava era uma amiga da cidade, Júlia. Era por causa dela e de outro amigo, Rafael, que eu havia me deslocado até Santa (no meu trajeto, Santa Maria é totalmente fora de mão, pois pretendo atravessar a fronteira Brasil-Uruguai pelo Chuí e não por Santana do Livramento, que seria o caminho natural de quem está na cidade). Cheguei em Santa Maria às 22 horas. Fui direto ao hotel (Hotel Nino - 30 reais pelo quarto individual) guardar as bagagens e curtir a noite desta cidade misteriosa para mim até então.
Masssss, antes de começar os trabalhos etílicos, eu tinha que comer alguma coisa, pois a fome corroía meu estômago. Parei num trailler pra comer um "Xis Completo". Quando se têm várias opções de lanches e o "xis completo" é o mais barato, alguma coisa soa estranho. Enfim, não perguntei pro cara o porque disso. O fato é que comi um sandwich extremamente grande, gigantesco mesmo (com um hamburguer adicional, por tinha uma vegetariana me acompanhando e me cedeu generosamente a carne do "xis"), por 4 reais. Pra um carioca que tá acostumado com os "podrões" da vida, esse lanche era simplesmente surreal!!!! Mal consegui terminar de comer...
Com a barriga satisfeita, zarpei pra noitada. Todos os caminhos levavam ao Bar Macondo, que não chega a ser um Bar, não chega a ser um inferninho. É um local de encontro da alternatividade Santamariense. Na verdade é apenas uma impressão (sou turista, afinal de contas!), mas o lugar é muito legal, principalmente pra beber, jogar conversa fora e, ocasionalmente, ficar com alguém (o que não foi o meu caso). E o melhor: sem pagar nada para entrar (estudantes até certa hora não paga para entrar). Gostei muito do Bar, principalmente por não conhecer (ainda) um ambiente similar em Florianópolis. A segunda parada foi na festa do DCE e o estilo era completamente diferente. Se no Macondo, tinha encontrado um clima mais tranquilo, o DCE era a típica boite de dois ambientes, com banda ao vivo e DJ. Novamente, não paguei nada pra entrar.
Sem mais delongas, o resumo da ópera: conheci pessoas incríveis na noitada e me diverti muito. Seguramente, será uma das noitadas que guardarei com carinho ao final da viagem. Afinal, não é todo dia que se fica bêbado com R$ 8,50... Cheguei ao hotel 6 e meia da manhã, tendo que acordar o mais cedo possível para conhecer alguma coisa antes de sair da cidade.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Independence Day

São quase 5 da manhã do dia 4 de julho e eu ainda estou acordado. Aliás, dormir apenas no ônibus. Estou fazendo uns fichamentos pra escrever um artigo durante a viagem (afinal, férias WHO?). Daqui a pouco, entro no ônibus até Porto Alegre e de lá, sigo até Santa Maria. Provavelmente, chegarei na cidade umas 10 da noite, direto pra noitada...
Todavia, antes terei de enfrentar o primeiro contratempo, dos muitos que encontrarei no caminho: a greve dos motoristas e cobradores de ônibus em Floripa! É óbvio que eu apoio toda e qualquer manifestação, mas a nossa contabilidade não contava com essa... Pagar taxi logo de cara, pra ir até a rodoviária, não estava nos meus planos...
Contabilidade é algo que será onipresente nessa viagem. Quero gastar o mínimo possível! No máximo, 100 reais/dia (passagem incluído). Como pretendo ficar 20 dias na estrada, 2000 reais é o teto de gastos estipulados. Supérfluo apenas em último caso (mas eu abro uma exceção pras várias caixas de Havanna...).

quinta-feira, 3 de julho de 2008

É amanha!

Então, galera!

Amanhã, inicio minha viagem pelo Cone-Sul, tendo como objetivo chegar ao noroeste da Argentina, na cidade de Salta. É a minha segunda viagem pelo Cone-Sul (a primeira, em novembro de 2007, contemplou o Uruguai e regiões centrais da Argentina e Chile) e, tal como foi a anterior, espero que seja gratificante.
A mochila já está arrumada e o cronograma também. Se bem que cronogramas foram feitos para serem mudados...