segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia 2: Bom Jardim da Serra (SC) - São Joaquim (SC)

Acordei às 7h30m e rapidamente preparamos o carro (éramos em 3) para sairmos rumo à Serra do Rio do Rastro. Apesar de frio, não chovia na saida de Tubarão (SC) e existia a mínima esperança de até fazer sol no caminho. Antes de iniciar o relato, uma constatação: fazer a Serra Catarinense de ônibus é impraticável. Sem carro, não rola. O que há de mais interessante não está nas cidades, mas no trajeto entre elas.

Continuando...

Entre Tubarão e o Mirante da Serra do Rio do Rastro (que poderia ser o final da viagem), percorreríamos aproximadamente 80 kms. No caminho, sol, chuva, vento... mas o frio constante como regra. Falando um monte de merda, zoando no caminho, fazendo planos para a volta (um deles: parar em Lauro Muller para curtir um pouco da festa que ocorreria na cidade à noite). Tudo ótimo!



Mas foi só começar a subir a serra que o medo começou a fazer parte da viagem. Aos que não estão acostumados, pegar estrada em obras, flertando com o penhasco, é deveras assustador. Sentimento similar experimentei no trajeto Mendoza-Santiago, mas ao menos estava num ônibus, com um motorista extremamente experiente. Até então, os 30 kms da subida da serra foram alguns dos mais longos enfrentados por mim.



Quando chegamos ao mirante, sãos e salvos, passamos a tirar umas fotos, alimentar os quatis que vivem na região, lavar o rosto (com aquela água congelante do banheiro do mirante... merda!) e decidir o que fazer: descer imediatamente a serra ou ir para São Joaquim? Entramos no acordo por chegar até São Joaquim (54 kms distante do Mirante).

Chegamos por volta do meio dia e, rapidamente, notamos que a cidade mesmo não tinha nada de mais. O único atrativo era metereológico: o forte frio, com chances contínuas de neve. Chegamos sob uma fortíssima neblina e com temperaturas baixas: mínimo de 5, máximo de 9, enquanto estivemos na cidade. Almoçamos na Churrascaria do Pato por 10 reais cada (era 15 reais o Buffet livre + carne na chapa, mas é possível barganhar, caso esteja em grupo), andamos mais alguns minutos pela cidade, conhecendo a Igreja Matriz, as ruas desertas e saímos, por volta das 14h30m, em direção à Urubici. Como estou tentando expor, tudo foi muito rápido e o motivo era bem simples: deveríamos chegar às 19hrs em Tubarão e desejávamos passar ainda pela tal festa de Lauro Muller.

Antes de chegar em Urubici, paramos num mirante que possibilita observar a cidade toda. É um local bem bonito, como vários outros com os quais deparei-me... Daí a necessidade do carro, exposta anteriormente: não tem a menor graça fazer esse trajeto sem parar no caminho. Nossa estadia em Urubici foi relâmpago: apenas para abastecer o automóvel e retornar, via Serra do Rio do Rastro, para Tubarão (passando por Lauro Muller).



No trajeto Urubici - Bom Jardim da Serra até apareceu um solzinho, mas nada que esquentasse de verdade. É uma das partes mais bonitas da estrada e até aquela parada estratégica para "aliviar" poderia reservar surpresas: numa das entradas da cidade, é possível chegar até a Cascata Barrinha, mas fica escondida para quem está na rodovia. Foi uma sorte parar exatamente ali e conseguir contemplar uma das paisagens mais belas (ainda que não seja tão imponente quanto os vários mirantes) do caminho.

No retorno pela Serra do Rio do Rastro, a parte tensa da viagem: exatamente no momento em que iniciávamos a descida, um vento fortíssimo atingiu a região em que estávamos. A hesitação transformou-se em medo (principalmente por parte do motorista) quando encontramos um motoqueiro parado, esperando a ventania cessar para continuar sua viagem. Por 15 minutos, nos mantivemos em um refúgio construído para automóveis na estrada, mas o vento parecia aumentar em intensidade... Não seria de bom tom continuar daquele jeito. Contudo, começamos a observar outros carros (até de menor porte) descendo a serra e seguimos atrás do comboio.

Com o horário muito apertado, acabamos não parando em Lauro Muller; tocamos direto para Tubarão. Chegamos por volta das 19h30m e eu terminei a viagem com a convicção de que vale a pena voltar na serra com mais tempo (3 ou 4 dias). Já experimentei, ao menos, um bom aperitivo do quão interessante é a região. Altamente recomendável!


Gastos:

Transporte (gasolina para o automóvel): R$ 14,35
Alimentação: R$ 10,00
Turismo: R$ 1,50

Total: R$ 25,85

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