Minha opção foi por ficar na região central da cidade, fiquei no hostel Vuela el Pez, que descobri no mochileiros.com.
Para os padrões argentinos, o preço era um pouquinho acima do "normal" (30 pesos, cerca de 17 reais) e, apesar do clima bom do hostel,
não gostei do banheiro, sujo demais (e olha que não sou chato com essas paradas). Quem quiser arriscar, pode ir. Mas seria interessante ao menos procurar outro albergue com preços similares.
A cidade em si não têm muitos atrativos naturais ou históricos, mas é fundamental para quem deseja desbravar as missões jesuíticas na Argentina e no Paraguai, dada a proximidade e por ser a cidade melhor servida de ônibus e hospedagem na região. Aproveitei o restante do domingo para conhecer o "cartão-postal" da cidade: a Avenida Costanera, ao longo do rio Paraná, que neste ponto separa as cidades de Posadas e Encarnación, já no Paraguai. É aqui que o clima ferve e os jovens se encontram para tomar seu té ou tererê (dependendo da procedência do indivíduo), ligar o som no talo e, na época em que fui, ser importunado pela campanha eleitoral, com suas músicas inspiradas em sucessos sertanejos brasileiros dos anos 1990 e pela axé music (ouvir É o Tchan! em Posadas é algo deveras engraçado!). Voltei cedo para o hostel, pois desejava sair cedo para conhecer as missões jesuíticas argentinas.
Segunda-Feira, 8 de junho, era a minha primeira manhã na República Argentina. Como seria uma tônica em toda a viagem, muito pouco tempo para pensar no que fazer. Em Posadas, seriam apenas 2 dias inteiros e meus objetivos eram conhecer as missões jesuíticas argentinas ao norte da cidade, cortando a ruta 12 (rodovia mais importante da província, ligando a capital de Missiones a Puerto Iguazu e ao principal ponto turístico da região: as Cataratas del Iguazu. Com exceção do sítio arqueológico de Santa Maria, próxima da fronteira com o Brasil, as outras 3 missões
"turísticas" da Argentina encontravam-se na beira da Ruta 12.
Minha idéia inicial era sair o mais cedo possível rumo às missões e chegar ainda durante o dia para caminhar pela cidade. Mas acabei acordando tarde demais, perdendo praticamente a manhã toda. Em síntese, saí da rodoviária de Posadas rumo a San Ignácio Mini lá pelo meio-dia. Optei por San Ignacio Mini para iniciar a expedição por ser o sítio mais conhecido e também por ser o mais longe de Posadas, distante cerca de 60 kms (1 hora - 6 pesos - várias empresas passam pela cidade).
Cheguei por volta das 13 horas em San Ignacio e não tem o que fazer além de conhecer as ruínas. Para entrar no sítio arqueológico de San Ignacio Mini, paguei a quantia de 20 pesos argentinos, válidos para visitação nos 4 sítios arqueológicos
argentinos pelo prazo de 15 dias. Antes do prato principal, visitei o museu do sítio arqueológico, com imagens sacras e outras peças encontradas no local. O sítio em si parecia mais conservado do que São Miguel das Missões, apesar da Igreja de São Miguel ter mais partes que resistiram a ação do tempo e das pilhagens
(coloniais e dos moradores ao longo dos séculos).

Comprei algumas peças artesanais, uns cartões postais e segui até as ruínas de Santa Ana e Loreto, distantes menos de 20 kms de San Ignácio e separadas 6 kms entre si, já no caminho de volta para Posadas. Bastaria pegar algum ônibus na estrada
(são muito comuns os ônibus que fazem o trajeto Puerto Iguazu-Posadas, passando pela Ruta 12, onde estão San Ignacio, Loreto e Santa Ana). O preço da passagem ligando San Ignacio a Loreto e LOreto a Santa Ana é o mesmo: 2,50 pesos.
Para Loreto e Santa Ana, as dicas são similares: é necessária uma caminhada boa da Ruta 12 para chegar às reduções (para Loreto, 3 kms; para Santa Ana 1 km da ruta). Ambos os sítios tem poucas ruínas para contemplar. Os guias me informaram que o programa de manutenção não foi iniciado na mesma época que em San Ignacio Mini, pelo fato de as ruínas existentes não terem inscrições visíveis nas paredes.

O grau de abandono foi tamanho que em ambas as reduções ainda é possível encontrar cemitérios, construídos em fins do século XIX e início do século XX e utilizados pela população local até bem pouco tempo atrás. Árvores centenárias cresceram sobre as ruínas, inclusive. Em Loreto, me senti no interior do Maranhão, tamanha a mata fechada. Em suma, vale mais pelo exercício de imaginação do que pelas edificações a serem observadas. Mas é uma aventura, inquestionavelmente.
Uma tarde é o suficiente para conhecer San Ignacio, Loreto e Santa Ana. Cheguei ao hostel por volta das 8 da noite, tomei um banho e fui dormir,
afinal de contas, no dia seguinte partiria rumo às ruínas paraguaias.
Gastos (em Pesos Argentinos):
Dias/Noites (1/2)
Transporte Interurbano 19,50
Transporte Municipal 4,20
Alimentação 41,55
Hospedagem 0,00
Noitada 0,00
Turismo 36,00
outros 12,00
Total 113,25

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