Acordei às 9 da manhã, influenciado pela noitada anterior. Meus objetivos nesse dia eram 2: visitar algum estádio de futebol em Cordoba e ir até a cidade de Alta Gracia, distante 1h de Cordoba. Tudo isso até às 7 horas da noite, quando sairia o ônibus rumo à Corrientes.
Como em todas as vezes que deveria viajar no período da noite, deixei o mochilão no terminal de omnibus, porque sairia mais barato do que pagar meia-diaria ou a diária completa. De lá, fui até o campo do Talleres, clube de Cordoba que está na segunda divisão argentina e foi campeão da Copa Conmebol. O estádio é de médio porte e afastado da parte central da cidade. Gostei muito de conhecê-lo, todavia. Não sei se já comentei, mas visitar estádios é uma forma de conhecer uma parte "invisível" para nós, turistas, da cidade visitada. Caminhar pelas ruas circunvizinhas, normalmente tranquilas e de aspecto "suburbano" foi um dos meus passatempos prediletos.
Nem sempre as informações que você consegue são fidedignas... mesmo em orgãos oficiais. O ônibus que utilizei para ir ao estádio encontrava-se na página oficial do clube, mas tive de andar cerca de 20 minutos do pontos de ônibus até o estádio, tamanha a distância. Isso me preocupou, por tinha pouco tempo e queria conhecer o museu do Che (a casa em que ele passou a infância), em Alta Gracia.
Tão logo terminei a visitação ao estádio do Talleres, segui em direção ao terminal, para de lá seguir até Alta Gracia. Passavam das 13 horas e o desespero batia, pelo pouco tempo disponível. Quando cheguei na cidade, senti um mar de tranquilidade, com vista para os imponentes morros que são integrantes das Serras de Cordoba.
Alta Gracia me pareceu uma cidade cujas pessoas gozam de um padrão de vida relativamente bom, com casas bonitas, ruas arborizadas, um lago artificial que é o ponto de integração da população nos fins de semana... Uma cidade pequena e sem grandes atrativos...
Me dirigi até o Museo Del Che Guevara e por lá fiquei cerca de 30 minutos. Até certo ponto, o museu é decepcionante por manter poucas coisas que remetam à figura de Che Guevara. Vale muito pelo simbolismo, mas não vá esperando algo demasiado grandioso.
Antes de continuar a caminhada, fui almoçar num dos pouquíssimos restaurantes existentes na cidade (cuidado com o horário da sesta, pra não passar fome!). Em seguida, conheci as ruínas da estância jesuítica que foi construída em Alta Gracia, no século 17. É uma aula de história e causa impacto, sem dúvida. Parada obrigatória aos que estiverem na cidade.
Quando voltei até Cordoba, me restava tão somente aguardar o ônibus que me levaria para a próxima cidade, Corrientes. Chegaria ao coração do Chaco argentino, mais próximo do Brasil do que de Buenos Aires...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
DIA 14: Cordoba - Alta Gracia
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