A viagem entre Cafayate e Dionísio Cerqueira (com parada nas ruínas de quilmes) foi uma verdadeira odisséia que durou 36 horas, passando por 3 rodoviárias e incontáveis paradas para embarque e desembarque de passageiros. A saber:
Cafayate - Tucumán (Aconquija - 49 pesos - 6 horas)
Tucumán - Posadas (La Nueva Estrella - 200 pesos - 16 horas)
Posadas - El Dorado (28 pesos - 3h30 horas)
El Dorado - Bernardo de Irigoyen (15 pesos - 2h30 horas)
Bernardo de Irigoyen - Dionísio Cerqueira (15 minutos a pé)
Após sair das ruínas de Quilmes, fui direto para a rodoviária de Tucumán, lá esperando meu ônibus rumo a Posadas. Era a forma mais barata (e prática) de fazer o trajeto Oeste-Leste naquela parte da Argentina. O dia 19 se ocupou basicamente disso, já que saí de Tucumán no dia 19 à noite e cheguei em Posadas no dia 20, após o almoço.
Existem duas maneiras principais de sair de Posadas rumo a Florianópolis: entrando no Brasil por São Borja, utilizando o ônibus Posadas-Floripa direto (viação Reunidas) ou entrando pela tríplice fronteira Bernardo de Irigoyen, Barracão (PR) e Dionísio Cerqueira (SC). Foi esta 2ª opção a escolhida. Lembrando sempre que, quando entrei na Argentina na ida, o fiz por São Borja. Não teria sentido voltar pelo mesmo lugar, quando poderia conhecer algo novo.
Pouca coisa merece ser destacada. Em primeiro lugar, no trajeto entre Cafayate e Tucumán, um pouco antes e um pouco após Tafí del Valle, a estrada tem paisagens belíssimas e completamente diferentes: antes de Tafí, as
montanhas, o clima seco, pedra, muita pedra, algo similar ao encontrado na quebrada de Cafayate. Após Tafí, uma estrada perigosíssima e igualmente bela, com nomes de curvas do naipe de "Fin del Mundo" e "infernillo", mata fechada, penhascos...
algo surpreendente para quem se acostumou nos dias anteriores a observar outro tipo de paisagem.
Entre El Dorado e Bernardo de Irigoyen, a mata fechada também transforma a viagem numa apreciação de uma bela paisagem. Gostei muito.
Cheguei a Bernardo de Irigoyen às 6 da tarde do sábado (20)... A aduana foi bem tranquila e, com exceção das épocas de festas, deve portar-se da mesma forma. Enfim retornava ao Brasil após 2 semanas.
Pensei em hospedar-me em Irigoyen, imaginando encontrar hotéis com preços mais em conta. Andei por algumas ruas e não encontrei nenhum hotel. Desisti.
Chegando na aduana brasileira, perguntei aos guardas da fronteira pelo hotel mais barato da cidade. Fui indicado ao Hotel Palace. De fato, o preço estava bem em conta (20 reais sem café da manhã, mas com chuveiro elétrico e TV no quarto, confortável por sinal) era tudo o que precisava naquele momento.
Na tríplice fronteira, só duas coisas são interessantes: o marco das 3 fronteiras, no qual você pode colocar 1 braço em Santa Catarina, outro braço no Paraná e os pés na Argentina (isso é legal, vai...), e comprar muambas alimentícias (alfajor, vinho, tequila, etc, etc...) para abastecer a casa. Fora isso, não há mais quaisquer atrativos do ponto de vista turístico.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Dias 19 - 21: Tucumán, Posadas, Bernardo de Irigoyen, Barracão e Dionísio Cerqueira
Marcadores:
Argentina,
Brasil,
Na fronteira...,
Noroeste Argentino,
Posadas
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário