quarta-feira, 30 de julho de 2008

DIA 11: Rosario

Segunda-feira tinha tudo pra ser um dia cheio. Cheguei na cidade imaginando que 2 dias seriam insuficientes para travar contato e conhecer minimamente os pontos turísticos. Como o Hostel era bem localizado (e quando eu digo bem localizado, de preferência, que seja próximo da rodoviária, do centro da cidade e dos principais pontos turísticos), comecei a conhecer Rosario como mais um mero pedestre. Comecei pela casa em que Che Guevara nasceu, mas nada lembrava Che, a não ser uma placa na calçada. Segui minha caminhada rumo à Avenida General Belgrano, em busca do Monumento Nacional a La Bandera, cartão postal de Rosario e um dos pontos turísticos mais importantes da Argentina. O Monumento é qualquer coisa de grandioso, próximo ao Rio Paraná, onde muitos rosarinos buscam refúgio na sua margem para pescar, namorar ou simplesmente, contemplar o nascer do sol. Alguns dos prédios, monumentos e praças relevantes, encontravam-se próximos ao Monumento Nacional a La Bandera. E eu tentava conhecer tudo o que estivesse no caminho.
Ainda na parte da manhã, caminhei até o Monumento Al Che, inaugurado em Junho de 2008 (portanto, mês passado), em homenagem aos 80 anos do nascimento de Ernesto Che Guevara. Da Av. Gal. Belgrano são mais ou menos 20 quadras. Entretanto, não me furtei de fazer a caminhada a pé (um adendo: quem não gosta de andar, nunca iria se submeter ao estilo de viagem que pratiquei). Não sei se é verdade, mas fiquei sabendo que na elaboração da estátua, foram fundidas milhares de chaves. Mesmo que seja mito, é uma história legal. Não fiquei muito tempo lá, até porque não existe muito para se observar nas redondezas (se você curtir futebol alternativo, tem o estádio do Central Cordoba, mas estava fechado quando passei por lá).
Caminhei então até o Parque Independência, distante mais ou menos 20 quadras para oeste. Percebi que estava percorrendo uma espécie de quadrado, tendo em cada ponta o Hostel, o Monumento a La Bandera, o Monumento Al Che e o Parque Independência, respectivamente. Apesar do parque ser bonito e existirem museus para se visitar (tais como o Museo de La Ciudad, Museo Municipal de Bellas Artes e o Museo Histórico Provincial), o que me interessava mesmo era conhecer o estádio do Newell´s Old Boys. O clube, junto com o Rosario Central, participa do clássico de maior rivalidade na Argentina (Boca x River WHO????): leprosos vs. canallas! Mas o estádio deixa muito a desejar: não eram goteiras, mas sim uma cachoeira; não eram ferrugens, mas sim um local propício para ser infectado por tétano. Fiquei um pouco triste por um clube tão importante (fez final de libertadores e teve DEUS Maradona em campo) ter um estádio tão decadente... Enfim, pelo menos consegui conhecer, algo que não foi possível no clube rival.
Passavam das 3 da tarde e um calor INFERNAL pairava sobre a cidade de Rosario. Eu tive então a idéia genial de ir, a pé, do estádio do Newell´s até o estádio do Central. É MUITO longe! Mas, quando você está com um mapa na mão acha tudo tão perto... Demorei mais de 1 hora pra chegar ao estádio do CARC (Club Atletico Rosario Central) e, no caminho, ainda comi um lomito no shopping center (a única vez que entrei num shopping na Argentina). Às 4h30 da tarde, enfim, chego ao estádio! Contudo, o segurança encarregado da portaria me informaria que o horário de visitação era de 14 às 16 horas. Tinha andado mais de 1 hora pra nada... porém, tirei fotos do lado de fora e do Rio Paraná, separado do estádio por uma avenida. Um prêmio de consolação, ao menos!
Cheguei ao hostel às 18 horas, satisfeito por ter visitado todos os pontos turísticos em 1 dia. Como a passagem para Cordoba tinha sido comprada para o dia seguinte, às 23 horas, poderia arriscar conhecer alguma cidade próxima. Resolvi, então, que o dia seguinte seria para conhecer Santa Fé, capital da província de mesmo nome onde está localizada Rosario.

Um comentário:

Diux disse...

Valeu, cara! Continua acompanhando, que eu tentarei atualizar o mais rápido possivel.

Abraços!