segunda-feira, 28 de julho de 2008

DIA 9: Buenos Aires

Dia 12 de julho. Sábado. Este seria o meu último "dia cheio" em Buenos Aires e eu teria que aproveitar muito bem, pois faltava muita coisa pra conhecer... Pela manhã, dei uma passadinha na Calle Lavalle pra fazer umas comprinhas (inclusive, as caixas de Havanna) e me preparei para a caminhada desgastante que faria. Para forrar o estômago, uma paradinha na pizzaria Ugi´s que, pra quem tem pouco dinheiro e muita fome é fantástica: uma pizza com 8 pedaços, básica - massa, queijo, molho de tomate e orégano -, e rapidamente fica pronta para consumo, por 10 pesos (algo como 6 reais)! Eu não aguentei comer tudo, pra se ter uma noção do tamanho! Não é a oitava maravilha do mundo, mas compensa - e muito - no custo-benefício.
Mal acabei de comer a pizza, deixei as compras no albergue e fui de metrô até o Cemitério de Chacarita (qualquer dúvida, procure o mapa que fica na entrada do metrô. O cemitério é facilmente localizável), que tem como chamariz principal ser o local em que está enterrado Carlos Gardel, a personificação do Tango! O cemitério não parece ser muito badalado (como nada longe dos bairros turísticos é badalado... vale a pena, inclusive, se arriscar pelos bairros não-turísticos de Buenos Aires, pra não cair na mesmice) e, até por isso, foi uma visita tranquila. Aparentemente, não se pode tirar fotos dos túmulos. Inclusive, foi até engraçado a recomendação do guarda do cemitério: "você não vai poder tirar fotos na próxima vez que visitar". Fiquei me perguntando: 1-Ele não percebeu que eu era turista? 2-Se eu já tirei as fotos que queria, o que me faria voltar pra tirar outras fotos? 3-Se isso acontecesse, ele iria se lembrar de mim? Enfim, ficou como mais uma história pitoresca da viagem...
Do Cemitério de Chacarita, fui ao bairro Recoleta, visitar o cemitério onde estão os restos mortais da Evita Perón. Esse sim é POP. Você nem precisa pedir informações sobre o local em que está enterrada a Evita. É só seguir o fluxo! Mas não espere muita coisa: é tão simples que, se não tivesse ninguém, eu não saberia que se tratava de Evita (ao contrário do local em que está enterrado Gardel, com dezenas de placas em sua homenagem e uma estátua em tamanho natural, muito bonita por sinal). Vale pela visita, mas não tem nada de mais.
A área próxima ao cemitério estava absurdamente lotada de turistas, notadamente os brasileiros, com seus trejeitos espalhafatosos para tirar fotos... Nem me importei em ficar muito tempo na feirinha que estava instalada em frente ao cemitério. Preferi conhecer as praças e museus próximos (como o MALBA, por exemplo) e fui brindado por um pôr-do-sol lindo. Era uma bela despedida, por sinal.
Cheguei completamente esgotado ao hostel e esperei um amigo colombiano (que conheci na viagem anterior a Buenos Aires) entrar em contato pra fazer a noitada. Acabou que o contato não foi feito e eu também não me importei muito, pois teria que acordar cedo para conhecer a feira de San Telmo e viajar para Rosario.

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