Na véspera da viagem, simplesmente não consegui dormir. Um misto de ansiedade e da insônia companheira evitavam que eu hibernasse. Saí de casa por volta das 8 da manhã, rumo à rodoviária (o ônibus rumo a Porto Alegre saía às 9), temendo que a greve de motoristas e cobradores de ônibus em Floripa me atrasasse. Porém, para minha surpresa, alguns coletivos rodavam pela cidade. Começava menos traumático o meu dia! Aproveitei o trecho Floripa-POA pra cochilar, porque tava foda... O esquema seria o seguinte: iria até POA e, de lá, seguiria até Santa Maria (tentarei explicar o porque disso).
A viagem entre Floripa e POA foi feita sem maiores contratempos (Viação Santo Anjo - 65 reais). Às 15h50, chegava na rodoviária de POA, tão velha e desorganizada como há 8 meses atrás, quando estive pela última vez na cidade. Como o ônibus de 16 horas estava lotado, comprei a passagem para o ônibus das 18 horas, rumo à Santa Maria (Viação Planalto - 44 reais). Tal qual o primeiro trecho, esse também transcorreu de maneira tranquila. Aliás, os dois ônibus eram minimamente confortáveis.
Eu estava esperando pegar temperaturas baixíssimas em Santa Maria. Mas até que estava bem "acolhedor": mínimo de 12 graus, 15 graus na maior parte da noite. Quem me aguardava era uma amiga da cidade, Júlia. Era por causa dela e de outro amigo, Rafael, que eu havia me deslocado até Santa (no meu trajeto, Santa Maria é totalmente fora de mão, pois pretendo atravessar a fronteira Brasil-Uruguai pelo Chuí e não por Santana do Livramento, que seria o caminho natural de quem está na cidade). Cheguei em Santa Maria às 22 horas. Fui direto ao hotel (Hotel Nino - 30 reais pelo quarto individual) guardar as bagagens e curtir a noite desta cidade misteriosa para mim até então.
Masssss, antes de começar os trabalhos etílicos, eu tinha que comer alguma coisa, pois a fome corroía meu estômago. Parei num trailler pra comer um "Xis Completo". Quando se têm várias opções de lanches e o "xis completo" é o mais barato, alguma coisa soa estranho. Enfim, não perguntei pro cara o porque disso. O fato é que comi um sandwich extremamente grande, gigantesco mesmo (com um hamburguer adicional, por tinha uma vegetariana me acompanhando e me cedeu generosamente a carne do "xis"), por 4 reais. Pra um carioca que tá acostumado com os "podrões" da vida, esse lanche era simplesmente surreal!!!! Mal consegui terminar de comer...
Com a barriga satisfeita, zarpei pra noitada. Todos os caminhos levavam ao Bar Macondo, que não chega a ser um Bar, não chega a ser um inferninho. É um local de encontro da alternatividade Santamariense. Na verdade é apenas uma impressão (sou turista, afinal de contas!), mas o lugar é muito legal, principalmente pra beber, jogar conversa fora e, ocasionalmente, ficar com alguém (o que não foi o meu caso). E o melhor: sem pagar nada para entrar (estudantes até certa hora não paga para entrar). Gostei muito do Bar, principalmente por não conhecer (ainda) um ambiente similar em Florianópolis. A segunda parada foi na festa do DCE e o estilo era completamente diferente. Se no Macondo, tinha encontrado um clima mais tranquilo, o DCE era a típica boite de dois ambientes, com banda ao vivo e DJ. Novamente, não paguei nada pra entrar.
Sem mais delongas, o resumo da ópera: conheci pessoas incríveis na noitada e me diverti muito. Seguramente, será uma das noitadas que guardarei com carinho ao final da viagem. Afinal, não é todo dia que se fica bêbado com R$ 8,50... Cheguei ao hotel 6 e meia da manhã, tendo que acordar o mais cedo possível para conhecer alguma coisa antes de sair da cidade.
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Um comentário:
aqui é a Júlia. viva a noitada santamariense. saudades guri, que tu faça boa viagem
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