segunda-feira, 28 de julho de 2008

DIA 10: Buenos Aires - Rosario

Acordei às 9 da manhã e abandonei o hostel em que estava instalado. Fui, com mochilão e tudo, até San Telmo, para conhecer e tirar algumas fotos da tradicional feira de domingo (algumas linhas de metrô - Linea C e Linea E - deixam próximo ao local da feirinha... isso facilitou o meu trabalho com o mochilão). Como eu estava na Plaza del Congreso, tive que entrar pela Linea A que, como uma amiga me disse certa vez, parece saido de um filme de faroeste, onde a qualquer momento uma bola de feno passará pela sua frente e terá uma pessoa dormindo de chapéu e com capim na boca, num dos cantos da estação. A Linea "A" é uma atração turística de Buenos Aires, certamente! Engraçado é que eu andei muito pouco de transporte público em Buenos Aires. Não que não fosse interessante ou prático: muito pelo contrário! É que eu fiz questão de caminhar o máximo possível.
A feira de San Telmo é muito interessante. San Telmo é um bairro interessante, até destoando um pouco do resto da cidade. Tirei umas fotos, vi uns artistas de rua, que se apresentavam no momento, e fui caminhando, conhecendo outras mini-feiras, que acontecem 300, 500 metros distantes da feira principal. Descobri o Museu Histórico Nacional e o Parque Lezama. Se você for na feira de San Telmo, vale a pena andar mais um pouquinho para conhecê-los.
Mas, lembrem-se: eu estava com um mochilão pesado nas costas! Não aguentava mais andar e o tempo era curto: às 14 horas, teria de viajar para Rosario. Peguei um taxi de San Telmo até Retiro e gastei 15 pesos (8 reais). Cheguei ao Terminal de Omnibus ao meio-dia, ou seja, com tempo suficiente para tirar umas fotos das redondezas, inclusive da Torre de Los Ingleses (uma espécie de Big-Ben portenho). Depois foi só esperar o ônibus para Rosário (eu paguei 52 pesos na Expresso Argentino, mas fui de ônibus leito; com certeza você vai encontrar ônibus mais barato, se pesquisar. Contudo, vale muito a pena viajar por essa empresa).
Talvez o maior trunfo de se viajar pela Argentina seja o transporte rodoviário. Em média, de 2 a 3 vezes mais baratos do que viagens similares pelo Brasil, se comparados com ônibus similares. Não é de se estranhar, portanto, eu pagar cerca de 30 reais numa viagem de 4 horas num ônibus leito, quando no Brasil se paga 40, 45 reais pela mesma viagem, em ônibus executivo...
A viagem foi muito tranquilaç provavelmente, a melhor que fiz no período. Cheguei no Terminal de Omnibus em Rosario pontualmente às 18 horas. Na chegada, uma das marcas de Rosario: a imagem onipresente de Che Guevara. Tem uma imagem gigantesca do rosto dele no terminal... Do Terminal até o Hostel, paguei 7 pesos. Uma pechincha! Às 18h30m, já estava instalado no Rosario Hostel (30 pesos a diária).
Para me ambientar, já fui puxando assunto com um grupo que estava bebendo na varanda do hostel. A maior parte composta por estudantes, que estavam na cidade para um congresso (não me pergunte de que, não saberia responder). O pessoal não parecia ser fechado e eu, como bom carioca fanfarrão, já fui fazendo amizade com a galera, partindo pelo método mais fácil: falar de futebol. Acabei conversando com 2 estudantes de Córdoba, ambos surpresos pelo meu conhecimento de futebol argentino e dos times de ambos: um torcia pro Talleres, o outro pro Belgrano Córdoba. Não serviu pra pegar mulher no dia, mas acabei bebendo muito Fernet (guardem esse nome, quando estiverem em Rosario, Cordoba e adjacências) de graça!

Um comentário:

Leticia Fiera disse...

Grande Diux, no maior espírito flaneur!!! legal a tua escritura!! bjs