Acordei de ressaca 11 da manhã, mas não tinha tempo a perder: às 4 da tarde, o ônibus rumo à Porto Alegre sairia da rodoviária. Tinha que conhecer alguma coisa de Santa Maria. Levar alguma recordação que fosse...
Santa Maria não é uma cidade turistica. Pelo contrário: ela está baseada em 3 alicerces (Forças Armadas, Igreja Católica e a UFSM - Universidade Federal de Santa Maria) e tudo na cidade parece girar em torno dessas 3 instituições burocráticas. Não que seja demérito, mas eu já havia me preparado psicológicamente para não esperar absolutamente nada de espetacular. Uma das qualidades de um viajante, na minha opnião, é não esperar demais dos locais pelos quais irá passar.
Pensando dessa maneira, saí a caminhar pela insuportavelmente quente (!!!!!!!) Santa Maria. Um dia lindo, típico do Rio de Janeiro: nenhuma nuvem no céu azul! Como será costume, aquele frenético "pega a máquina, tira foto, guarda a máquina". Mas Santa não é turistica... Então, como diria Lênin, "Que Fazer?". Acompanhado da Júlia (guria, ficarei em eterna dívida de gratidão contigo), fui até às antigas instalações da RRFSA e às vilas obreras dos ferroviários. Alguns casarões bem cuidados, outros nem tanto... Mas fascinante do ponto de vista histórico (quem curte ir pra Bariloche nem sempre dá valor pra isso, mas eu sou meio loco)!
Como o tempo era curto, tivemos que apertar o passo. Porém, paramos Júlia e eu numa espécie de "buteco-puteiro" (não é puteiro, digamos que é um pré-puteiro) na zona de meretrício, inferninho, casa de tolerância, enfim... vcs entenderam. Mas eu não compartilhei dos serviços das madames porque elas eram de um nível tão alto quanto um grão de arroz. Mas valeu pela zoação, pela história e por ver os incautos achando que estavam fazendo um excelente negócio, ao procurar mulher lá...
Voltei correndo pra pegar as minhas coisas, rumo a Porto Alegre. Ficou a promessa de retornar, quem sabe fazendo um mochilão pelo Rio Grande do Sul. E comprar a camisa de um time local (Inter ou Riograndense), pois simplesmente não encontrei à venda (mentira, encontrei a do Inter, mas tava 70 reais... extorsivo!).
Saí de Santa Maria às 4 da tarde e cheguei em Porto Alegre às 8 da noite. Da rodoviária, fui direto ao encontro da galera FAOT (piadas internas... sempre existirão...) no Bar Jardim Elétrico, na cidade baixa. O encontro em si foi ótimo, ri demais, mas como o objetivo do relato não é esse, me limito a dizer que a cidade baixa nada mais é do que uma rua com vários bares, restaurantes e (acho) boites. Não recomendo ir até lá pra encher a cara, pois a bebida é muito cara (perdoem pelo trocadilho...).
Mas, como não há mal que seja eterno, encontrei um bar Tr00 chamado Hélio´s. Pé sujo da melhor estirpe, vendendo Heineken a R$ 2,50, Glacial por R$ 2,00 e Polar por R$ 3,00 (em Porto parece ser raridade, pelo menos na cidade baixa). Foi aí que eu fiquei borracho de fato! No fim, depois de capitular a mais um copo de cerveja (não aguentava mais beber), fui ao Speed, uma lanchonete muito da foda. Por 6 reais, você compra um sandwich que, sem sacanagem, dá pra dividir com uma pessoa. Pra mim é inconcebível pensar no fato de que existe alguém que coma aquele sanduba e fique ainda com fome! Fui dormir às 6 da manhã (to me acostumando mal, já) um pouco menos bebado...
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Um comentário:
Belo relato, meu caro.
Nada como celebrar a vida em boteco pé-sujo! Ah, meus tempos de bebedeira...
o/
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